Arquivo mensal: março 2011

SNES – Super Mario Kart – Análise / Dicas / Segredos / Cheats

Super_Mario_Kart_front

Análise:

Apesar do Super Nintendo ser um dos meus consoles favoritos eu realmente tive poucos cartuchos, acho que tive apenas 5 ou 4, mas sempre vou me alegrar por ter tido a fita do Super Mario Kart, a minha única que não era falsificada. Joguei várias vezes, apesar de ser um péssimo piloto… Celebrava cada suada vitória, ria com os amigos e batalhava várias e várias vezes pra vencer cada competição, poucos jogos me trazem tantas memórias infantis como esse jogo, apesar de eu não set tão velho assim, sempre é bom olhar para o game e lembrar os bons momentos que ele me deu… Porém!!! Apesar de me recordar de Mario Kart como um tesouro de infância, ao jogá-lo como uma pessoa mais adulta, eu cheguei a seguinte conclusão, ele não é um jogo tão bom assim. Ta certo, é bom, mas nem tanto. Várias falhas que eu desprezava quando era mais novo ficaram nítidas pra mim agora e apesar do jogo ter dado origem a uma das melhores séries de Mario, apesar de ser copiado diversas e diversas vezes por outras marcas, apesar do game cumprir seu papel de trazer alegria e diversão aos players, apesar dele ser um bom game e apesar deu falar muitas vezes a palavra “apesar”. Isso não é o suficiente para o considerar como “épico”, “um marco”, “Nota 10”(nem mesmo nota 9), independente de concordar comigo ou não, já que leu até aqui continue com a análise para entender meu ponto de vista.

 Primeiro vale lembrar que Super Mario Kart foi lançado no inicio do SNES, console de 1991 e jogo de 92, isso limita um pouco a capacidade do cartucho. Muitos dos conceitos foram “reciclados” de F-Zero também lançado pela Nintendo, só que uma ano antes, o efeito de simulação de 3D é bem parecido entre um e outro, o chamado Mode 7 que não se aplicava apenas a jogos de corrida era um efeito que a maioria dos grandes jogos de SNES usavam só pra ter uma ideia: Chrono Trigger e Super Mario RPG usavam em mini-games que envolviam corridas, Final Fantasy(IV, V e VI), usava para fazer o mapa-múndi, outros exemplos de jogos são: Super Castlevania IV, Secret of ManaZelda: A Link to The Past, Super Mario World e etc… O Mode 7 permitia que um jogo em 2D simulasse o 3D, através de distorção e rotações do fundo da tela. Assim seu Kart não ia para frente ou para traz, o fundo que se movia e seu kart parava, os movimentos eram apenas de um lado para o outro ou de cima para baixo(com os pulos). Apesar de ser um recurso genial o Mode 7 é feio pra caramba, deixando os gráficos bem limitados, como o SNES é um console inovador para época isso não era notável, mas se compararmos com outros jogos em um futuro próximo pode se ver a diferença, eu classificaria o gráfico como médio, e só não é bom pela limitação da época eu não considero isso uma fraqueza, fizeram o possível na realidade da época.

Falando de inovações, Mario Kart consegue ao mesmo tempo inovar e repetir coisas. Por um lado que toda ideia do jogo é inovadora: Batalhas com itens, Karts com personagens carismáticos, pistas em locai diversos, adição de moedas que influenciam na velocidade do kart(apesar disto ter sido removido no futuros jogos) e etc. Por outro lado temos a falta de originalidade das pistas se analisarmos o conjunto, beleza você começa a jogar e vê o nome do lugar “Mario Circuit” até aí tudo bem, mas você continuar e vê “Mario Circuit 2” … 3 … 4….Veja bem, o jogo tem 20 circuitos 20% deles são “Mario Circuit”. Temos apenas 7 modelos de pistas os outros são uma repetição de cenário com um trajeto diferente, eu até entendo que pra época não deveria ser possível fazer 20 cenários diferentes, mas que pelo menos fossem uns 12~15, outra coisa é o pequeno tamanho das pistas, cada volta leve em torno de 20~30 segundos o que é muito pouco, o número de voltas e excessivo, tanto que nos seguintes jogos ele foi reduzido de 5 para 3, e mesmo com o alto número de voltas as corridas são muito curtas, normalmente não levam nem três minutos, tecnicamente é possível vencer todas as copas em meia hora ou até menos. Falando um pouco dos bons elementos, a utilização de alguns locais clássicos da série foi excelentes, “Dunot Plains”, “Choco Mountain” que são lugares muito conhecidos no universo de Mario não poderia faltar, a alocação de inimigos clássicos ao longo de certos trajeto também é um diferencial, além de deixar tudo mais divertido, ser esmagado por Thwomp, colidir com Piranha Plants e por aí vai.

O principal erro está na AI do game, ou melhor na AI contra AI. A competição por posições da CPU contra CPU é nula, eles não se atacam, não lutam por posições e nem nada, mas quando se trata do players eles vão até o fim do mundo pra te ferrar. Por um lado isso aumenta a dificuldade por outro torna chato, a única variável na corrida é o players. São casos onde conseguimos influenciar de alguma as outras posições, só quando atacamos no final ou quando o segundo escorrega perto do fim. O problema é que a CPU literalmente entrega a posição pro piloto mais bem ranqueado, lógico que o piloto mais bem colocado tende a se dar bem, TENDE, isso não quer dizer que toda corrida precisa der uma repetição de posições. Como eu disse pelo menos isso aumentou a dificuldade das coisas, você jogas as 50cc rindo do jogo. Nas 100cc a coisa complica e com 150cc vira um desespero, o que é bom, faz com que você queira jogar mais, não fica essa molezinha que temos hoje em dia, games não precisam ser tão simples.

Para terminar vale lembrar que a principal função de Mario Kart não é ser um jogo perfeito, complexo e longo. O objetivo é dar dinheiro pra Nintendo nos divertir, jogar com os amigos, competir, correr até a última volta brigando por posições e conseguir ou não aquela vitória suada par 27 centésimos de segundo. Isso Mario Kart cumpre bem, ele não vai ser um jogo que ocupará um longo tempo da preciosa vida que Deus te deu, como um RPG ou Aventura, mas ainda assim vale o tempo que for gasto, Super Mario Kart deu o pontapé inicial a vários novos games como Diddy Kong Racing, Crash Team Racing, Toy Story Racer, South Park Rally e muitos outros e por mais que ele tenha seus defeitos nunca poderemos o despreza, pois além de cumprir sua função foi a base para criação de uma série inteira de jogos.

Ponto Forte:  Mario já foi um Carpinteiro, Encanador, Doutor, Golfista, Juiz de Box…. Em fim, ele compete com a Barbie em número de empregos, aqui ele é um piloto de Kart, isso mostra o quanto ele pode mudar, como não podemos esperar nenhum tipo de mesmice, e essa é a base de  Mario Kart, trazer inovações, não deixar vermos Mario apenas como um cara que pula em tartarugas. O jogo traz inovações, é divertido, competitivo e bom de se jogar.

Ponto Fraco: O pior sem dúvida é a falta de competição entre a AI, principalmente para quem gosta de usar o mesmo personagem, já que as posições vão ser sempre as mesmas independente das copas, no meu caso que sempre vou de Koopa Troopa, sempre aparece entre as CPU Luigi como primeiro e Yoshi como segundo.

Nota: 7,6 / 10,0

Leia o resto deste post