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Master System – Alex Kidd in Miracle World – Análise / Dicas / Segredos / Cheats

Análise:

Alex Kidd faz parte dos jogos que eu mais amo da Sega, também foi um dos primeiros jogos que eu joguei na vida. Até hoje eu jogo ele, no meu console e também emulado no PC. Quando ganhei meu primeiro console, a minha meta era zerar todos os jogos (sim eu tinha essa meta), eu não tinha conhecimento nenhum de games, era meu primeiro console e não sabia nem o que fazer. Quando vi no console a opção de jogos com a letra A, estava lá Alex Kidd, não um, mas quatro jogos de sua saga. O primeiro que eu joguei foi este, me dei bem no início, mas foi muito difícil zera-lo. Tinha uns pergaminhos doidos e eu não sabia o que fazer, na fase final tinha que pular nos códigos e não sabia nenhum deles, vinha os fantasminhas e era meu fim.

Alex Kidd in Miracle World, foi o primeiro jogo da saga Alex Kidd, lançado em 1986 para o Master System. Sua primeira versão era um jogo 2D muito parecido com Super Mario Bros, da Nintendo. Acredita-se que Alex Kidd tenha sido criado para competir com o Super Mario Bros… Apesar de ter sido considerado melhor que Mario por muitos críticos, não se tornou tão popular devido à baixa popularidade do console.

Alex Kidd in Miracle World foi lançado primeiro como cartucho. De 1990 em diante, o jogo foi refeito com algumas revisões para a memória do Sega Master System, incluindo algumas das versões Americanas e Europeias do Master System II, e algumas versões Europeias do Master System 1. A nova versão incluída na memória do Master System Americano e Europeu tinha pequenas diferenças da versão do cartucho, como Alex comendo um hambúrguer em vez de um Onigiri (bolo de arroz) entre as fases, e a troca de comandos dos botões 1 e 2.

Sua jornada com pequeno Alex começa com três vidas, e ele não possui barra de life, morreu já era. O jogo é dividido em várias fases, contendo fases secretas dentro de próprias fases. Também, é possível ver um mapa de toda jornada de Alex, porém alguns pontos do mapa estão escondidos como o castelo final.

Todo par de fases apresentam um chefe, e os chefes mais perigosos são os que você precisa derrotar na mão, sim na mão! Num jogo de Pedra, papel ou tesoura! Antes de qualquer batalha você pode ir ao Shopping e comprar itens.

O jogo foi muito bem feito, os gráficos, o áudio e a jogabilidade são excelentes. É muito fácil de controlar o personagem, além de ser muito divertido. E a trilha sonora, muito especial, algumas fases apresentam a mesma sonoridade, mas outras mudam, mesmo assim o jogo fica muito bom de ser jogar.

Pontos Fortes:
– Ótima jogabilidade.
– Trilha Sonora muito bem desenvolvida
– Gráficos bonitos e bem detalhados.
– Cenários variados e bem diferentes uns dos outros.

Pontos Fracos:
–Chefes não mudam nada na roupa; apenas nos poderes.
–Mantendo a jogabilidade dos 8bits, não a barra de vida ou energia, encostou, caio, morreu.
–Não é possível salvar seu desenvolvimento no jogo(no console).

Nota: 8.7/10,0

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GBA – Pokémon Emerald – Análise / Detonado / Dicas / Segredos

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Análise:

Em meados de 2002 era lançada a terceira geração de Pokémon, aumentando de 251 para 386 e inaugurando a geração estavam as versões Ruby e Sapphire, onde muita coisa mudou e não digo apenas o óbvio como áudio e gráficos, isso acontece naturalmente com a mudança do GBC para o GBA. Alguns anos depois as duas versões se “fundiram” e nasceu a versão Emerald que é similar em vários pontos, mas com diversas novidades. Esta geração é a minha favorita por muitos motivos, se compararmos as antigas, rotas foram aumentadas, dungeons mais bem feitas, novos golpes e habilidades e alguns pokémons que mudam completamente o jogo, tente treinar um Shedinja pra ver só, novas HMs e por aí vai… Para melhorar as coisas os pokémons novos seguiam os traços e o estilo os anteriores, não vemos nenhum sorvete ou balão voando por aí. A única coisa perdida, se bem que não podemos dizer necessariamente que foi perdida, foi a mudança do cenário de acordo com a hora do dia, o sistema de dia e noite foi mantido, mas sua utilidade foi drasticamente reduzida, ele não influencia mais nos pokés que aparecerão e nem nos cenários. Pokémons que evoluem dependendo do horário ainda podem fazer isso e uma dungeon vária com o horário, mas apenas esse pouco foi mantido. Outra adição legal na mecânica do jogo foi o sistema de trocas de bicicletas e cada uma tem um efeito diferente na região e para acessar certas áreas a Bike correta é indispensável. Recentemente as versões Ruby e Sapphire ganharam um Ramake para 3DS as versões Alpha Sapphire e Omega Ruby, que aparentemente são muito boas e tem um grande aditivo, o Delta Episode que chamou minha atenção.

A grande sacada desse jogo foi não ser apenas um Yellow para um Blue/Red ou um Crystal para um Gold/Silver, existem muitas mudanças, o que consertou o principal defeito do Ruby/Sapphire que é a falta do que fazer depois de vencer a Elite 4, agora vence-los é apenas mais uma coisa a se fazer. Outra adição importante é a revanche contra os líderes de ginásio e falando neles, um deles foi alterado. Você também enfrenta as 2 equipes da região o Team Magma e o Team Aqua e não apenas uma delas como nos jogas anteriores. Poder Capturar os três lendários principais desta geração em um único jogo também aumenta a vontade de jogá-lo, mas a principal mudança e o que mais faz valer a pena jogar a versão Emerald é o que vem depois do jogo, dungeons novas, novos locais a serem acessados e a Battle Frontier onde você tem que enfrentar os 7 cérebros da fronteira, que de certa forma são como os líderes de ginásio.

Infelizmente a história do jogo ainda é fraca, mesmo se tratando de um RPG, Pokémon mais uma vez deixa a desejar nesse quesito. O mais triste é que a ideia da história é boa, duas equipes com objetivos opostos tentando liberar guardiões lendários igualmente opostos, os ideais de expansão da terra contra expansão do mar, porém isso é muito mal trabalhado durante o jogo. Em suas poucas cutscenes ambas as equipes aparentam apenas lutar por lutar e a explicação de seus ideais é mal feita e a rivalidade entre as duas equipes que poderia ser explorada nesse jogo também não foi. Falando em rivalidade a maior queda desta geração foi nesse sua rivalidade só aumentou em número, ao invés de ter 1 rival agora se tem 2, mas então eu pergunto, e daí?! Do que adianta ter dois rivais se nenhum deles justifica esse nome, Brendan ou May fazem apenas o papel de vizinho legal, muito mais interessados na pesquisa de seu pai do que em batalhas e Wally que poderia ser um personagem bem legal se explorassem a doença que ele possui e mesmo assim decidiu viajar e se tornar um treinador, mas não dão apenas duas lutas pra ele sendo uma delas estúpida, sua participação no game parece ser apenas um enche linguiça. Qualquer rival deste jogo não chega aos pés de Blue ou Silver, estes sim merecem o título!

Qualquer fraqueza do jogo é pisoteada por suas qualidades, mas isso não quer dizer que elas não existam. Eu não acredito em jogo perfeito, mas esse é um daqueles que da pra dizer que não ficou longe disto. Pessoalmente acho que a série decaiu um pouco nas duas gerações seguintes, até melhorar na sexta geração. Recomendo que todos joguem essa obra de arte, pessoalmente acho que foi o melhor jogo da série entre os que eu joguei.

Ponto Forte: a versão Emerald veio agregar o bom que já tinha sido feito em Ruby e Sapphire e ainda trouxe alguns extras apesar de muito parecido as diferenças realmente vão fazer você querer jogar de novo apenas para ter um Groudon e um Kyogre no time ou terminar a Battle Frontier ou acessar novos lugares e batalhas. 

Ponto Fraco: Sem dúvidas a história, além de tudo já destacado no terceiro parágrafo tenho que acrescentar a forma como o protagonista aparece na história, eu realmente não entendo por que você sempre recebe a Pokédex para ajudar um professor numa pesquisa e 15 minutos depois decide fazer um tour pelas cidades ganhando insígnias, esse tipo de coisa não é explicada, você apenas faz por fazer, por que já viu o anime ou já jogou algum jogo antes ou até mesmo alguém te falou que o objetivo do jogo é coletar insígnias, por que o jogo não sabe explicar…

Nota: 9,1/10,0

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GBA – The Legend of Zelda: The Minish Cap – Análise / Detonado parte 1

Zelda coverJá pensou em ver Link encolher, a ponto de ficar do tamanho de um pontinho na tela do seu videogame? Pois se não tinha imaginado, você já pode imaginar. The Legend of Zelda: The Minish Cap (The Mysterious Cap na versão original) trouxe esse conceito de aumentar e diminuir para a série em 2004 (no Japão) e em 2005 (nos States). Desenvolvido pela Capcom em parceria com a Nintendo, o décimo segundo jogo da série, nos apresenta uma lenda diferente da tradicional que envolve a Triforce. Aqui Link e Zelda são amigos de infância e Link apenas vai entregar a espada ao vencedor do concurso de espadas, durante o festival Picori. Porém o que Link não contava é que o vencedor era o perverso Vaati. A intenção de Vaati era sinistra o feiticeiro quebra a espada que os Picori deram aos humanos, petrifica Zelda e libera o mal que a espada selava. Era a deixa que Link precisava para entrar em mais uma aventura, e procurar saber mais sobre os Picori, até encontrar Ezlo, um chapéu falante e inteligente que coincidentemente se prende na cabeça de Link, sendo o chapéu verde do herói pelo resto do jogo.

O trunfo da série The Legend of Zelda é de ser outro jogo a cada jogo. Os jogos não sequenciais trazem sempre uma inovação em meio ao seu clássico sistema de achar tesouros no final da dungeon para liberar a dungeon final. E Minish Cap trás inúmeras inovações: comecemos com o fato de que a espada e o escudo não são itens fixos, se você quiser equipar o arco e as botas, fique a vontade para fazer isto, o que te da uma liberdade maior, mesmo que a espada ainda seja o principal item de ataque ela não fica mais atada ao corpo de Link como ficava em outros jogos. Outra coisa bacana foi a mistura de coisas da série na parte técnica, esse mash que tem em Minish Cap o torna um jogo sensacional, aqui escutamos músicas de A Link to the Past, efeitos de voz de Ocarina of Time, desenhos cartunescos de Wind Waker, a câmera por cima que fez sucesso a série toda, sem deixar de ter uma identidade própria.

Mesmo com todos esses detalhes de outros jogos Minish Cap consegue ser único dentro da série, principalmente pelo seu sistema de “troca de raças”. Se em Majora’s Mask você virava um Kokiri, um Zora ou um Goron, aqui você vira um Minish, mas o que tem de especial nisso? Ser um minish encolhe Link e o coloca em um mundo onde coisas que eram inofensivas se tornam obstáculos temíveis, como pingos de chuva e mosquinhas… A exploração se expande neste quesito já que você explora o mundo de duas maneiras diferentes. Isso porque eu ainda nem falei das Kinstones, dos Figurines, dos equipamentos novos e inovadores (Cane of Pacci e Gust Jar), da imensidão de coisas para serem feitas em Minish Cap, as dungeons finais que são desafiadoras, os puzzles para serem resolvidos usando a espada para se clonar, as Swordtechs para melhorar sua habilidade com a espada. O jogo pode ter uma história pequena, mas você passará horas o jogando só para fazer todas as 100 fusões e liberar todos os segredos ocultos em Hyrule. A qualidade do jogo se perde em tantos pontos positivos, e fica impossível imaginar que tal jogo tenha defeitos, mas eles existem.

Minish Cap pode fugir daquela história de Triforce e Gannondorf, aquela coisa que impregna ao longo da série, mas não perde a chatice de tornar Zelda uma princesinha em apuros, tal como Peach em Mario. A princesa aqui é facilmente transformada em pedra e não tem uma participação muito efetiva no jogo (ela te da o Small Shield) e se torna muleta para a história se desenvolver. A história é boa e envolvente, mas não é muito do que o fã da série espera de um enredo que venha da série. Os personagens mesmo cartunescos e caricatos não são nada motivadores, aqui não temos uma audaciosa princesa Ruto, ou um animado Darunia, não há ninguém para você se apegar. O único personagem a roubar a cena é Vaati que é um vilão bem mais sarcástico que Gannondorf. As dungeons ignorando as duas ultimas não são nada desafiadoras, sendo o contrário de Ocarina of Time que tinha dungeons excelentes, mas chefes ridículos. Aqui os chefes são legais e você terá que dar uma quebradinha na cuca para vencer alguns, porém as dungeons não te oferecem AQUELE desafio tipo Water Temple… O jogo também tem um sistema de cenários, depois de certos eventos coisas que você não fez, não poderão ser feitas novamente, nada que atrapalhe no andar do jogo, porém convenhamos: é chato ter que começar um jogo novo, ou reiniciar seu game para pegar uma coisinha, mesmo que ela seja só um efeito fortificante. Uma outra coisa minúscula é que este Zelda não se aproveita da conectividade do GBA, o que não é nem uma bola fora, e nem uma dentro. Quem quer fazer tudo em um jogo tem que prestar muita atenção a esses detalhes e não deixar nada para depois ou acumular. Nada que vá fazer você querer deixar de jogar este Zelda.

Completando a saga da Four Swords, Minish Cap é para muita gente o melhor Zelda para portáteis. Quem não passou o tempo na fila do busão, jogando Minish Cap, jogue-o no emulador. O jogo combina bem a inovação com elementos passados e é um deleite para quem gosta de virar e revirar todos os cantos de Hyrule. Caso não o tenha feito isto, fica a dica para que não deixem passar a oportunidade de se deliciarem com este magnifico e caprichado trabalho da Nintendo e da Capcom para a gente!

Nota: 9,5 / 10

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SNES – Disney’s Aladdin – Análise / Detonado / Dicas / Segredos / Cheats

Aladdin_CapaAnálise:

Aladdin é um jogo que eu gosto muito, foi um dos primeiros jogos que eu joguei e até hoje guardo o meu cartucho com muito carinho (embora ele não funcione mais…), hoje jogo ele em emulador e sempre tive interesse em fazer uma matéria geral sobre o jogo, e eis aqui a minha oportunidade.

O jogo foi desenvolvido pela Capcom para o Super Nintendo, é exclusivamente Singleplayer e no estilo plataforma (quem gosta dos jogos do Megaman X vai se acostumar fácil aos comandos). No game conhecemos Aladdin, um jovem rapaz que vive na cidade de Agrabah e que participará de uma grande aventura envolvendo um romance com uma princesa, explorações em cavernas, maluquices com um gênio e grandes perigos…

A vida do personagem é representado por corações, no início só se tem 3, mas o personagem pode adquirir mais durante o gameplay. Cada vez que for atingido Aladdin perde 1 coração, perdendo todos ele morre.
O jogo é dividido em estágios e níveis. Cada estágio possui diversos níveis. No fim de cada estágio temos uma cena da história do jogo. E no fim de alguns níveis temos o bônus.
Para se derrotar os inimigos basta pular na cabeça deles. Aladdin também pode atirar maçãs nos inimigos, o que os deixa tontos e possibilita ao Aladdin derrotá-los mais facilmente. Aladdin também pode correr e até mesmo usar um pano como paraquedas para que caia mais devagar no chão.
O game utiliza o sistema de passwords, a cada fim de estágio é ganho um password para a próxima fase, assim o jogador pode continuar o jogo depois caso não dê para terminar de uma só vez.

O jogo foi muito bem feito, os gráficos, o áudio e a jogabilidade são ótimos. Os gráficos são bem detalhados e até mesmo os sprites de inimigos e cidadãos divertem a gente (experimente pisar na cabeça dos moradores na primeira fase, por exemplo…), as músicas sempre combinam bem com as fases, sem falar que algumas músicas do jogo vieram do filme, então quem assistiu e curtiu a trilha sonora vai gostar mais ainda de escutar na versão do jogo, e a jogabilidade é maravilhosa, o personagem é fácil de controlar e responde bem aos comandos (embora algumas vezes o personagem dê umas deslizadas exageradas).

Pontos Fortes

– ótima jogabilidade.
– Ótima Trilha Sonora.
– Gráficos bonitos e divertidos.

Pontos Fracos

– Dificuldade baixa.
– Jogo curto.

Nota: 8,5

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PS1 / PC – Megaman X4 – Análise / Segredos / Cheats / Detonados

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Desde que foi adicionada ao universo de Megaman, a série X sempre prezou pela inovação; a armadura, o dash, uma história mais desenvolvida e sólida. A série X sempre prezou por manter o estilo do antigo,  misturando com a inovação. Quando deixou o Super Nintendo e foi para a nova geração, com Megaman X4 em 1997 o jogo veio recheado de inovações, aproveitando a qualidade superior de Playstation e Sega Saturn. O jogo começa com uma apresentação em vídeo, lembro que no primeiro contato com o jogo fiquei boquiaberto, louco  para ver logo o que me esperava. Game Start e caramba, agora eu podia escolher entre Zero ou Megaman para jogar! Isto foi a grande sacada, quem na série clássica nunca quis jogar com Protoman ou Bass? Essa foi a grade sacada da Capcom nesse jogo, e ao selecionar um dos dois heróis, outro vídeo em estilo anime é jogado na tela, mostrando um pouco da história do jogo! Que embora não seja o ponto alto do jogo ela é sensacional! Desta vez, um exército que também combate os Marvericks, chamados Repliforce e liderados pelo gigante General e pelo orgulhoso Colonel. Depois de um ataque a cidade de Sky Lagoon que acabou destruindo muitas vidas a Repliforce se une aos Marvericks iniciando um golpe de estado para depor os humanos do controle, cabe então aos Marverick Hunters por fim aos ideais radicais da Repliforce!

O enredo realmente não é a coisa mais importante do jogo, ele cria laços entre os personagens (Megaman e Double, Iris e Zero, Colonel e Zero, General e Sigma), uma coisa que era rara de ser vista na série antes, acrescentando camadas e um passado para eles, através das diversas cenas de anime que rolam durante o jogo. Além disso ela é dividida em dois pontos de vista,  já que agora você joga com Zero, ela não é confusa, não rouba a cena e inova, ponto para a Capcom. Ainda falando de Zero, acrescentá-lo quebrou o padrão pedra-papel-tesoura tradicional da série. Os inimigos de Zero até tem fraquezas, mas alguns não as tem e você tem que rachar a cuca para descobrir um modo de vencê-los com o robô vermelho. Aliás, tudo com o robô vermelho é diferente, ele não tem poderes, usa golpes. O modo de lutar é encurtado,  parece que você está jogando outro jogo! No caso a jogabilidade tradicional fica por conta de X que tem as velhas cápsulas de armaduras para pegar e o sistema de usar o poder de um chefe contra outro. A tradição e a inovação estão juntas, entrelaçadas e isto é outro ponto para a Capcom.  Os Marvericks continuam legais, e agora até tem um dialogo antes da luta, os animais representados foram muito bem escolhidos e o design e seus poderes estão ótimos, mesmo que hajam os clichês (um elétrico, um ígneo, um glacial, um aquático, um aéreo e um bestial) e que o Slashing Beast seja muito parecido com o Slashman de Megaman 7 , existem dois com poderes novos e os chefes são muito legais de serem enfrentados e alguns oferecem um certo desafio. Os gráficos obviamente melhoraram e melhoraram muito não que eles fossem ruins antes, mas a floresta está com mais texturas e mais cores aqui do que em Megaman X, posso estar constatando o óbvio, mas Megaman X3 também foi portado para o Playstation e não ganhou muitas melhorias gráficas. Porém o que melhorou mesmo foram os sons, as músicas das fases estão sensacionais, bem melhores do que os das versões anteriores! Da pra você deixar o videogame ligado na fase só pra ficar curtindo a música. 

O jogo não parece ter defeitos, mas o que Zero trouxe de bom, ele também tem de ruim. Ao invés de todos os chefes darem habilidades de luta para eles, alguns dão habilidades que já deviam ser inseridas na jogabilidade do herói. O pulo duplo (Kuuenbu), o dash no ar (Hienkyaku) e a espada roxa (Tenkuuha) são ridículos, deveriam haver capsulas nas fases para te fornecer essas coisas. Mas eles preferiram fazer que essas habilidades normais fossem dadas pelos chefes, o que deixa parecendo que correram nessa parte de habilidades que podia ser melhor exploradas. E falando em explorar, a exploração deixa a desejar nesse jogo, ela não é tão complicada como nos jogos de Super Nintendo onde você tem que queimar a mufa para não só encontrar, como também chegar até alguns pontos e pegar os segredos. E se com X o jogo já não tem muitos segredos, com Zero então,  ele tem menos ainda já que você não precisa pegar capsulas com o robô vermelho. Algumas fases tem um segredo apenas (só o Heart Tank) o que é boçal… E as fases embora tenham duas áreas, e sejam maiores que as de Super Nintendo, são curtas e não oferecem muitos desafios no decorrer delas, por exemplo, em Megaman X2 embora as fases fossem curtas, elas eram intensas o que compensava essa perda de espaço em ação, dava a impressão de que a fase era longa. E pra mim um outro defeito, ao meu ver é continuarem com Sigma, um inimigo tão bom quanto a Repliforce deveria ser melhor aproveitado nesse segmento do jogo, tantos personagens bons. Mas não, a Repliforce aparece nesse jogo e acaba nesse jogo, mantendo o velho e chato Sigma que já deve ter cansado de ser morto! Tudo bem que ele é um bom personagem, mas essa repetição do vilão não faz bem a série X como faz a série clássica, acaba ficando tão cansativo quanto a equipe Rocket era no anime de Pokémon, ou os robôs de borracha eram em Medabots…  Outro fator que não se pode deixar de lado é a péssima dublagem americana, sem emoção e com muitas vozes que não tem nada a ver com o personagem, além é claro da voz de menininha usada em  X.

Concluído, mesmo mantendo as tradições de ser um jogo em plataforma, o jogo abriu caminho com estilo para Megaman X nessa nova geração. Os defeitos apresentados seriam consertados nos próximos jogos, Megaman X4 é considerado por muitos o melhor Megaman da série X por tudo de bom e novo que trouxe! Não discordo, nem concordo, e você já jogou para descobrir a mágica de Megaman X4?

Nota: 9,4 / 10

Seleção

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GBA – Final Fantasy I & II: Dawn of Souls – Análise / Detonado

Dawn of Souls

Final Fantasy I & II: Dawn of Souls é o segundo remake de Final Fantasy I e II (o primeiro foi Final Fantasy Origins para PS1). Aqui encontramos duas relíquias na história dos RPGs de console, certamente dois jogos que qualquer jogador de RPGs deve conhecer. O jogo que salvou a Square da falência está adequado a geração portátil, foi facilitado, desagradando alguns que admiravam-no pela dificuldade; além disso o jogo conta com alguns desafios extras que trazem inimigos conhecidos dos Final Fantasys que vieram em sequência. Já sua “sequência” também volta com as faces dos personagens mais bem trabalhadas, lugares remodelados, uma estrutura bem melhorada, mantendo o charme de seu enredo bem construído e seu sistema de leveling inovador; trazendo também a dungeon extra “Soul of Rebirth” que trás de volta personagens que morreram ao longo do jogo.  A ideia de trazer estes games para GBA é perfeita, já que o console portátil da Nintendo é um dos mais populares do mundo e trazer estes clássicos para um console mais atual e popular é uma grande sacada para quem quer gosta da série e quer conhecer seus primeiros títulos sem sofrer com as versões de NES.  O jogo além de vir com os primeiros Final Fantasy, conta também com uma seção de Bestiary, onde você pode “colecionar” os monstros que enfrentou, e ver as fraquezas e drops de cada um, tendo assim um database dentro do próprio jogo! Além disso falando da seção de bestiary, existem alguns easter eggs, como o Lesser Tiger que é a cara do Sabercat de Dragon Quest. Com gráficos charmosos, sons mixados, e desafios novos Dawn of Souls. Mesmo que só passe por cima dos defeitos técnicos dos jogos de NES, tentando manter a lealdade a essas versões, Dawn of Souls se torna port ideal para o GBA, se você não conhece a série e quer jogar os seus primórdios comece com Final Fantasy I & II: Dawn of Souls.

Nota: 8,1/10

*A nota é uma média dos dois Final Fantasy que vem no cartucho.

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GBA – Final Fantasy II – Análise / Detonado / Dicas / Segredos

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Análise:

Em 17 de Dezembro de 1988,  um marco para os RPGs. Nasceu Final Fantasy II que assim como o seu antecessor merece todo respeito, muito do que temos como base hoje talvez fosse diferente se não fosse por estes 2 jogos. Como este artigo é sobre o segundo jogo, não vou dedicar quase nada ao primeiro, clique aqui para ver ele. Final Fantasy II foi o primeiro RPG de console a contar uma história complexa. Sobre a criação, com o sucesso de FFI a Square correu para fazer um novo jogo e como não havia modo algum de se criar uma sequencia foi dada a liberdade de se montar um jogo do zero, recebendo apenas o nome como legado, assim eles juntaram tudo que deu certo do I e acrescentaram o necessário, infelizmente este game não foi lançado no ocidente. Futuramente o jogo foi relançado para diversas versões, de importantes temos o Final Fantasy Origins e em 2004 o artigo em questão, Final Fantasy Dawn os Souls, em seguida a versão de PSP e atualmente para celulares. Fora isso também possui uma novelização que explica melhor parte da história de alguns personagens e se alguém que esta lendo tiver acesso eu ficaria muito grato se me desse o link, independente do idioma que estiver.

Difícil seria não fazer nenhuma comparação ao jogo anterior, e já que é preciso fazer que seja apenas nesse parágrafo. Pessoalmente eu não gosto de Final Fantasy I, sem mimimi por favor é só uma opinião eu já estou careca de saber da história dele, que foi um grande sucesso, que salvou a pele da Square e que sem FFI não existiria FFII, mas eu tenho todo direito de não gostar do FFI, onde a história era praticamente um “conto de fadas” com heróis sem personalidade que parecem que andam juntos por obrigação, agora temos um game com em enredo elaborado com inicio, meio e fim bem definidos onde da uma enorme curiosidade de saber o que acontece, personagens “mais reais” que tem suas qualidades, seus problemas e principalmente sua história. Além de um vilão que é muito mais do que apenas mal, tem seus motivos e estratégias e até mesmo sonhos, mas sem faltar em maldade.  Dois elementos que são rotina de FF estrearam aqui, Chocobos e o Cid como personagem(no FFI Cid é só citado), outros não tão importantes também como os Dragoons e Dark Knights.

Não da pra não falar do sistema de batalhas que trás uma ideia genial, note que eu disse IDEIA. Você upa de acordo com o que faz, se atacar melhora a força, se defender a resistência, se usar magia…. ah! Você entendeu, só tem um único e simples problema… Esse sistema de batalha só da certo se o jogador estiver com os chars exatamente no nível que os programadores imaginaram para dungeon. Aconteceu comigo e também com um amigo de acabar upando demais logo no inicio do jogo que ficamos tão fortes que o game não trouxe desafio nenhum e eu não fiquei horas upando atoa eu joguei normalmente, mas por uma série de acasos fiquei forte a ponte de matar quase todos os chefes em 1 turno. Podemos imaginar o contrário de não upar o suficiente e apanhar logo de cara. Não joguei a versão de NES, mas sei que ele é mais difícil, porém estou analisando a de GBA e foi isso que eu constatei. Eu não achei isso bem um defeito ou erro, apenas como um problema.  Principalmente pelo fato de que em menor escala todo jogo sofre com isso de estar mais ou menos upado do que deveria, o problema aqui é acentuar em demasia esse efeito. Seria injustiça falar mal sem dar uma solução, sendo assim o game poderia seguir um esquema de Efforts parecido com Pokémon, onde cada personagem tem um padrão de level up, mas de acordo com o que ele fizer em batalha vai ter um up extra para cada status, apenas uma ideia.

Muito do jogo foi “reaproveitado” em FFIV, como a presença de um Dragoon e um Dark Knight no time, o fato do time ser oprimido por um reino/império, vários personagem temporários e até alguns que dão sua vida pelo grupo, Leviathan e etc…

A equipe que fez o Remake está de muito bom trabalho, mas pessoalmente acho que poderiam ter adicionado mais diálogo, adicionaram bastante com relação ao NES, mas ainda assim as cenas ficaram meio corridas. Também poderiam ter adicionados eventos de grupo, normalmente eles falam entre si apenas na hora da ação, algumas cenas do time sentado numa fogueira, ou em algumas noites no hotel deixariam os personagem “mais humanos”, eu posso até estar exagerado, mas é só uma observação pessoal. O trabalho fio incrível, adicionando o Soul Rebirth, um modo novo de jogo que não vou entrar em detalhes para não estragar a surpresa. Apesar de muitas das melhorias terem vindo do Final Fantasy Origins(remodelação dos personagens, imagens dos inimigos, mapas e etc..), não digo que isso é ruim apenas que não foi inovador, e também é lógico que FFII faz parte de uma compilação, então não da pra exagerar em aditivos para não ficar sem memória na criação.

Ponto Forte: A história muito bem montada, que parece uma mistura de Final Fantasy iV com Star Wars kkkkkk. Personagens interessantes, ação, perdas, ganhos, traições e até cenas engraçadas, lembrando que esse foi o primeiro RPG de console a conter um enredo e mesmo assim é bem melhor que alguns de hoje em dia.

Ponto Fraco: O jogo realmente não poupa esforços para te dar spoiler… O que é inacreditável, mas é real. Não digo que todos os segredos são adiantados, porém muitos deles são, como por exemplo o quarto personagem que poderia ser uma grande dúvida já é adiantado logo de cara, conseguintemente isto te adianta quem não vai continuar no time, já que o jogo já mostra qual vai ser o time. O pior mesmo é a identidade do Dark Knight que por diversas vezes é esfregada na sua cara!!! Existem até outros exemplos, mas não tão explícitos. Com um jogo com a história tão boa pessoalmente, mesmo esses detalhes não sendo tão importantes eu vejo como a maior fraqueza, pelo fato da história ser o principal diferencial do jogo.

Nota:  8,8 / 10,0

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SNES – Captain Novolin – Análise / Dicas / Detonado / Cheats

CapaAnálise

Era uma vez uma empresa que produzia insulina, ela queria lançar um novo produto no mercado, e não tinha ideias convencionais de como fazer isso, eis então que tiveram uma ideia não convencional, criar um jogo para promover sua marca. Assim nasceu o Captain Novolin, super herói com diabetes e dedica sua vida a lutar contra doces e outras comidas açucaradas do mal, com sua capacidade de pular muito alto, dar cambalhota e receber três porradas antes de morrer ele luta contra bolos, biscoitos, sorvetes e balas. Avante Novolin, faça do mundo um lugar mais saudável!!!

Brincadeiras a parte a história do jogo é essa, a empresa de insulina Novolin queria um jogo super herói para aumentar suas vendas é lucrar em cima de criancinhas diabéticas, então criaram um “mascote” e um jogo com sub-objetivo de game educativo,  o que aconteceu com a marca de insulina? a estratégia deu certo? eles ainda estão no mercado? Não sei, e nem quero saber! O importante está aqui, temos um jogo completamente diferente e bizarro que será analisado, só por esse pouco que você já viu já deve estar desconfiado do jogo, e é bom mesmo que fique. Primeiro de tudo, por que raios o super herói não tem um poder descente??!! Ele faz o mesmo, ou até menos do que o Super Mario, e depois você para para ler a história e descobre que os doces que ele enfrenta SÃO ALIENÍGENAS, e o pior o chefe deles é um humano gordo e sedentário!!! Ok, ok… Vamos tentar deixar isso de lado, afinal é um jogo para crianças, mas as dúvidas não param de vir. Será que não existe policia nenhuma no mundo, os doces só pulam praticamente, um PM armado poderia abater um exercito deles! Ou então, será que ninguém tentou come-los? Mais pra mim o pior é isso no jogo, o prefeito foi sequestrado e tem um estoque de 48 horas de insulina, Ok, mas por que o Captain Novolin DECIDIU IR A PÉ ATÉ LÁ??? Ele não precisa ser um Batman da vida, mas pelo menos pegar um avião da classe econômica, ou pedir para cidade, qualquer coisa, mas ir a pé(ele usa um pouco uma lancha, mas isso não vem ao caso)? Você ainda pode achar que tudo isso pode ser relevado pelo jogo ser infantil, sem problemas eu  respeito sua opinião, mas eu acho que chega um ponto onde não dá e você percebe que a história do jogo foi completamente abandonada, como se tivesse sido criada por um executivo nos 15 minutos que ele estava no banheiro “fazendo chocolate“, daí seu problema com doces.

Agora sem brincadeiras, lendo análises de outras fontes, em alguns idiomas eu percebo uma certa “cegueira” dos gamers em relação ao jogo, como você pode ver a história é estúpida, uma das piores que já vi, mas não deixa de ser engraçado, se você não quiser jogar por conta disso, faz bem, se não liga é quer jogar, faz melhor. O problema em questão é que muitos criticam coisas boas no jogo só por que ele é idiota, como os gráficos, estão de muito bom tamanho, o áudio bem melhor que a maioria dos jogos da geração e mesmo assim eu achei sites que deram nota zero para esses aspectos, Ok, o jogo é ruim, mas ao criticarem não sejam tão cegos, ainda existem aspectos positivos aqui, como a própria jogabilidade que é interessante, o ambiente do jogo estraga tudo, mas pra um jogo infantil educativo está de bom tamanho. Alguns desafios únicos são encontrados aqui, como equilibrar o nível da sua glicose no sangue, não necessariamente que isso seja algo bom no jogo, chega até a ser chato, mas é único kkk. Como o jogo é educativo, várias vezes você terá que responder perguntas sobre diabetes, isso não substitui seu médico, e nem foi feito para substituir, é um jogo educativo de plataforma, apenas isso, quem sabe você aprenda alguma coisa com ele, Captain Novolin faz bem esse papel, ensina o básico para uma criança, até eu aprendi com o jogo, mesmo já tendo esquecido tudo, quem sabe você não aprende! Mesmo indo esquecer tudo também.

Agora vamos falar do que interessa, mas aspectos ruim no jogo, além de tudo que já foi citado, ele é muito curto, muito mesmo, 15 minutos um jogador mediano termina facilmente(com o conhecimento necessário). Inimigos repetitivos e poucos cenários. Além da chatice de toda fase ter que ficar medindo a glicose e tomando injeções. Resumindo se tiver algo melhor não jogue, mas pense pelo lado bom, acaba rápido então não da muito tempo para você se enjoar. Captain Novolin é uma pedida para dias chuvosos onde sua net caiu e seu celular está sem bateria e já que tem que esperar, que seja jogando, mas não digo nada mais do que isso.

Ponto Forte: Mesmo sendo uma tragédia de game, ainda existem alguns pontos citados acima, então o forte do jogo é ele não ser tão ruim.

Ponto Fraco: Sério… Os inimigos são doces, e desenhados de tal forma que fiquem parecidos com quarentões desempregados, isso já é o suficiente para procurar outro game.

Nota: 5,2 

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PS1 – Legend of Legaia – Análise / Detonado parte 1

Legaia coverEra 1998, ano de Copa do Mundo na França, ano em que a Microsoft lançava o Windows 98, a Sega descontinuava o Sega Saturn, ano em que eu tinha apenas 4 anos e não fazia ideia do que era um Playstation, ou o que era um RPG. Mas nesse ano foi lançado um excelente jogo de RPG, pela Contrail, empresa que desenvolveu Wild Arms 3 e distribuiu Allundra 2. O nome do jogo: Legend of Legaia, ou Legaia Densetsu no original. O jogo conta a história de um mundo fantasioso chamado de Legaia, onde os humanos eram mais fracos porém tinham a sabedoria de deus, vendo que os humanos iam padecer assim, Deus criou as Serus... Desde que a história existe os humanos conviviam com os Serus, que longe dos humanos eram meros pedaços de pedra, mas quando os dois se combinavam, os Serus davam poderes inimagináveis aos humanos. Porém essa era teve um fim, uma névoa maligna de repente apareceu e então os Serus que obedeciam os humanos passaram a atacá-los e os humanos que tinham Serus em seus corpos viraram feras perigosas. As pessoas ficaram apavoradas e começaram a habitar locais remotos visando fugir da perigosa névoa. Em um desses lugares remotos conhecemos o protagonista Vahn, ou seja lá como você o tenha nomeado. E junto com Noa e Gala outros habitantes dos lugares remotos unidos pelos poderes das Ra-Serus, partem ao redor do mundo tentando reviver as Genesis Tree e destruir o mal que a névoa causa ao mundo.

Se analisarmos o enredo do jogo superficialmente assim, poderíamos concluir que ela é bem simples, porém o que mais tem profundidade aqui é a história que é praticamente perfeita e te prende ao jogo, você realmente vai querer saber como a névoa surgiu, e qual a relação dela com as Genesis Tree, ou o arco de rivalidade de Songi e Gala, enfim são muitas tramas no jogo, com uma história inicial tão simples. Outra coisa que da profundidade ao game é que Vahn responde o que você quiser que ele responda, aumentando assim a interação entre o jogador e os personagens. Falando em interação os personagens principais dão um show a parte na interação, toda hora eles param para dialogar e debater propiciando momentos hilários por parte de Noa e sua ingenuidade. Ainda no fator interação entramos no sistema de batalha, totalmente inovador e chamativo, onde você usa os membros dos personagens para bater nos inimigos em cima, em baixo, ou com os braços, combinando assim esses movimentos para descobrir as Arts que também podem ser combinadas, formando assim várias formas criativas de se detonar os inimigos. Além disso o fator replay do jogo é sensacional, dada a sua dificuldade em encontrar os itens ocultos do jogo. Os gráficos são perfeitos para a época super detalhados, quando você equipa uma arma ou uma armadura ela aparece equipada no seu personagem, claro eles eram um pouco quadradinhos, mas para a época está bom demais. A sonorização também não fica para trás, com músicas suaves e tranquilas nos mapas e músicas aceleradas e emotivas nas batalhas. Não fazendo você querer botar no mute em nenhum momento o jogo.

Hora de falar dos problemas de Legend of Legaia, que são poucos, mas são muito chatos. Comecemos pelas batalhas aleatórias, putz… O jogo faz questão de te enfiar em uma batalha em um critério chocho de número de passos o que é irritante, já que o seu MP costuma acabar rápido e itens não são tão efetivos curando, a menos que você estoque muito, o que também é difícil já que a grana que você recebe nas batalhas é pouca! Falando em pouco, pouca é a experiência que você recebe tendo que ficar batalhando horas a fio para conseguir chegar em um nível decente e enfrentar um chefe de igual para igual. Tenho um amigo que passou sufocos e sufocos com este game, tamanha a sua dificuldade para os iniciantes em jogos de RPG. É claro a dificuldade não é um problema, mas a XP e a grana, com as batalhas aleatórias são um problema chato que para um jogo inovador, encontrar uma solução para isso era mais do que obrigação dos programadores! Obter magias no jogo é outro exercício de paciência, é algo até inovador, já que as magias são invocações; porém é muito irritante, lutar, lutar e não adquirir a mágia. Além de que três é um número bem escasso de personagens, tudo bem que eles cumprem bem os seus papéis no time e ainda tem alguns poucos coadjuvantes. Só que mais alguns personagens (mais um ou dois) estariam de bom tamanho, até porque existem outros elementos de Ra-Serus que poderiam ser usados!

Por fim, é sempre bom ressaltar que este jogo deve estar na biblioteca de todo jogador de RPG, por ter um sistema de batalha praticamente único e uma história complemente atraente e dinâmica! Legend of Legaia sempre me marcou por ser um jogo que eu nunca conseguia fechar dada a dificuldade, ou seja, é um prato cheio para qualquer jogador que mire detonar jogos de RPGs difíceis. Quando tiverem a oportunidade não a percam e joguem este clássico!

Nota: 9,1 / 10

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SNES – X-Men: Mutant Apocalypse – Análise / Dicas / Detonado / Segredos

CoverLançado em 1994, misturando os gêneros de ação, plataforma e beat’em up. X-Men: Mutant Apocalypse mostra como a Capcom era boa em seus tempos de SNES. A linha de introdução do jogo apresenta os X-Mens, grupo formado por Charles Xavier (Professor X) a fim de proteger e ensinar os mutantes a controlar seus poderes. O sonho de Charles é uma convivência pacífica entre mutantes e humanos. A ação do jogo começa ai, Apocalypse está usando a ilha de Genosha para prender mutantes e fazê-los trabalhar a força, com a ajuda das sentinelas. Os X-mens são cotados para resgatar os mutantes presos. Porém mais tarde é descoberto que Magneto, um amigo de Xavier, que porém tem ideias radicais e acredita na supremacia mutante, é quem está por trás de toda essa brincadeira. Você já deve ter visto os desenhos dos X-Mens, e este jogo pega carona em um desenho que fez sucesso nos anos 1990, usando o design heroico dos personagens clássicos dos quadrinhos. As sprites muito bem desenhadas (tanto que elas foram “reaproveitadas” em futuros jogos de luta da série) somando-se a cenários e a músicas bem agradáveis. Os mutantes são um elo perdido entre qualidade e defeito. O seu estilo de jogo pode se adequar a qualquer um deles, porém cada missão terá um mutante específico tornando-a mais fácil de ser completada.

Porém, eles podiam ter selecionado melhor os X-Mens, colocando personagens mais populares (Homem de Gelo, Colossus, Noturno, Tempestade, etc), afinal de contas Psylocke não é tão conhecida assim do público e o Fera, bem é o Fera… Ainda batendo no ponto dos personagens, a gama de golpes não é muito vasta, falemos do Fera, ele não sabe muitos golpes, em compensação Psylocke tem muitas habilidades, tudo bem, isso não diminui a utilidade de ambos, mas poderia ter sido melhorado. Falta carisma aos personagens, podia haver um especial para cada, dando mais personalidade a eles. Outro problema chato do jogo é sua curta duração, podendo ser fechado rapidamente. O jogo não é tão difícil de ser dominado por inteiro, não tenho nada contra este quesito de dificuldade, mas algumas pessoas podem achar o jogo fácil demais. Claro a dificuldade maior foi toda deixada para o final, e acho que isto equilibra um pouco as coisas. Já que Magneto é um chefe final MUITO poderoso. Outra coisa que podia ter sido melhorada é a continuidade, a ideia de poder jogar com cada mutante em um caminho é muito legal, porém ela só se limita a primeira e a ultima missão… Isso poderia ter sido melhor explorado e com certeza seria um ponto positivo e tanto para o jogo, mas ficou só naquilo. E seria interessante, ter passado por um local com certo personagem, depois com outro. Realmente um desperdício da ideia. E claro, mesmo tendo a história um pouco esclarecida, com cenas explicativas entre as missões, não fica muito claro se é fruto só do jogo, ou se está em alguma HQ ou episódio da série animada.

Por fim, o jogo é um ótimo divertimento para você que não tem muito tempo nem muito o que fazer, já que é um jogo rápido de fácil aprendizagem, não imitando as dificuldades das maiorias dos jogos antigos. Além disso o jogo fez um tremendo sucesso que abriu espaço para Marvel Super Heroes: War of the Gems, outro jogo clássico com personagens da Marvel, com certeza corrigindo alguns defeitos e dando mais personalidade aos heróis, que no caso são os Vingadores. É sempre bom utilizar estes personagens de HQs em jogos, principalmente os da Marvel, que estão sempre em alta por serem mais humanos e problemáticos do que os seus concorrentes. Uma excelente escolha para quem adora jogos de ação, rápidos e para quem adora os X-Mens!

Nota: 7,5/ 10

Xmen MA Intro

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