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Eternal History – Megaman Legends – História Completa

História completa de Megaman Legens ou Rockman DASH na verão original, o jogo em si é bem curto mas tem uma história bastante interessante, pelo fato de não ter legendas, muitos não entenderem completamente a história.

Neste vídeo nenhum spoiler com relação a Megaman Legends 2(ou qualquer outra possível nova sequencia(sonhar não mata)).

Nova e primeira série da Eternal Players no youtube, se possível nos apoie para que mais conteúdo possa vir.

Se procura o detonado do Jogo de uma olhada aqui: https://eternalplayers.wordpress.com/…

Para um Database e side-quests: https://eternalplayers.wordpress.com/…

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCr-80LooItrzEe4WlkNzJCw
Facebook: https://www.facebook.com/BlogEternalPlayers/

Por: Matheus C. Sardinha

GBA – Pokémon Emerald – Análise / Detonado / Dicas / Segredos

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Análise:

Em meados de 2002 era lançada a terceira geração de Pokémon, aumentando de 251 para 386 e inaugurando a geração estavam as versões Ruby e Sapphire, onde muita coisa mudou e não digo apenas o óbvio como áudio e gráficos, isso acontece naturalmente com a mudança do GBC para o GBA. Alguns anos depois as duas versões se “fundiram” e nasceu a versão Emerald que é similar em vários pontos, mas com diversas novidades. Esta geração é a minha favorita por muitos motivos, se compararmos as antigas, rotas foram aumentadas, dungeons mais bem feitas, novos golpes e habilidades e alguns pokémons que mudam completamente o jogo, tente treinar um Shedinja pra ver só, novas HMs e por aí vai… Para melhorar as coisas os pokémons novos seguiam os traços e o estilo os anteriores, não vemos nenhum sorvete ou balão voando por aí. A única coisa perdida, se bem que não podemos dizer necessariamente que foi perdida, foi a mudança do cenário de acordo com a hora do dia, o sistema de dia e noite foi mantido, mas sua utilidade foi drasticamente reduzida, ele não influencia mais nos pokés que aparecerão e nem nos cenários. Pokémons que evoluem dependendo do horário ainda podem fazer isso e uma dungeon vária com o horário, mas apenas esse pouco foi mantido. Outra adição legal na mecânica do jogo foi o sistema de trocas de bicicletas e cada uma tem um efeito diferente na região e para acessar certas áreas a Bike correta é indispensável. Recentemente as versões Ruby e Sapphire ganharam um Ramake para 3DS as versões Alpha Sapphire e Omega Ruby, que aparentemente são muito boas e tem um grande aditivo, o Delta Episode que chamou minha atenção.

A grande sacada desse jogo foi não ser apenas um Yellow para um Blue/Red ou um Crystal para um Gold/Silver, existem muitas mudanças, o que consertou o principal defeito do Ruby/Sapphire que é a falta do que fazer depois de vencer a Elite 4, agora vence-los é apenas mais uma coisa a se fazer. Outra adição importante é a revanche contra os líderes de ginásio e falando neles, um deles foi alterado. Você também enfrenta as 2 equipes da região o Team Magma e o Team Aqua e não apenas uma delas como nos jogas anteriores. Poder Capturar os três lendários principais desta geração em um único jogo também aumenta a vontade de jogá-lo, mas a principal mudança e o que mais faz valer a pena jogar a versão Emerald é o que vem depois do jogo, dungeons novas, novos locais a serem acessados e a Battle Frontier onde você tem que enfrentar os 7 cérebros da fronteira, que de certa forma são como os líderes de ginásio.

Infelizmente a história do jogo ainda é fraca, mesmo se tratando de um RPG, Pokémon mais uma vez deixa a desejar nesse quesito. O mais triste é que a ideia da história é boa, duas equipes com objetivos opostos tentando liberar guardiões lendários igualmente opostos, os ideais de expansão da terra contra expansão do mar, porém isso é muito mal trabalhado durante o jogo. Em suas poucas cutscenes ambas as equipes aparentam apenas lutar por lutar e a explicação de seus ideais é mal feita e a rivalidade entre as duas equipes que poderia ser explorada nesse jogo também não foi. Falando em rivalidade a maior queda desta geração foi nesse sua rivalidade só aumentou em número, ao invés de ter 1 rival agora se tem 2, mas então eu pergunto, e daí?! Do que adianta ter dois rivais se nenhum deles justifica esse nome, Brendan ou May fazem apenas o papel de vizinho legal, muito mais interessados na pesquisa de seu pai do que em batalhas e Wally que poderia ser um personagem bem legal se explorassem a doença que ele possui e mesmo assim decidiu viajar e se tornar um treinador, mas não dão apenas duas lutas pra ele sendo uma delas estúpida, sua participação no game parece ser apenas um enche linguiça. Qualquer rival deste jogo não chega aos pés de Blue ou Silver, estes sim merecem o título!

Qualquer fraqueza do jogo é pisoteada por suas qualidades, mas isso não quer dizer que elas não existam. Eu não acredito em jogo perfeito, mas esse é um daqueles que da pra dizer que não ficou longe disto. Pessoalmente acho que a série decaiu um pouco nas duas gerações seguintes, até melhorar na sexta geração. Recomendo que todos joguem essa obra de arte, pessoalmente acho que foi o melhor jogo da série entre os que eu joguei.

Ponto Forte: a versão Emerald veio agregar o bom que já tinha sido feito em Ruby e Sapphire e ainda trouxe alguns extras apesar de muito parecido as diferenças realmente vão fazer você querer jogar de novo apenas para ter um Groudon e um Kyogre no time ou terminar a Battle Frontier ou acessar novos lugares e batalhas. 

Ponto Fraco: Sem dúvidas a história, além de tudo já destacado no terceiro parágrafo tenho que acrescentar a forma como o protagonista aparece na história, eu realmente não entendo por que você sempre recebe a Pokédex para ajudar um professor numa pesquisa e 15 minutos depois decide fazer um tour pelas cidades ganhando insígnias, esse tipo de coisa não é explicada, você apenas faz por fazer, por que já viu o anime ou já jogou algum jogo antes ou até mesmo alguém te falou que o objetivo do jogo é coletar insígnias, por que o jogo não sabe explicar…

Nota: 9,1/10,0

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GBA – The Legend of Zelda: The Minish Cap – Análise / Detonado parte 1

Zelda coverJá pensou em ver Link encolher, a ponto de ficar do tamanho de um pontinho na tela do seu videogame? Pois se não tinha imaginado, você já pode imaginar. The Legend of Zelda: The Minish Cap (The Mysterious Cap na versão original) trouxe esse conceito de aumentar e diminuir para a série em 2004 (no Japão) e em 2005 (nos States). Desenvolvido pela Capcom em parceria com a Nintendo, o décimo segundo jogo da série, nos apresenta uma lenda diferente da tradicional que envolve a Triforce. Aqui Link e Zelda são amigos de infância e Link apenas vai entregar a espada ao vencedor do concurso de espadas, durante o festival Picori. Porém o que Link não contava é que o vencedor era o perverso Vaati. A intenção de Vaati era sinistra o feiticeiro quebra a espada que os Picori deram aos humanos, petrifica Zelda e libera o mal que a espada selava. Era a deixa que Link precisava para entrar em mais uma aventura, e procurar saber mais sobre os Picori, até encontrar Ezlo, um chapéu falante e inteligente que coincidentemente se prende na cabeça de Link, sendo o chapéu verde do herói pelo resto do jogo.

O trunfo da série The Legend of Zelda é de ser outro jogo a cada jogo. Os jogos não sequenciais trazem sempre uma inovação em meio ao seu clássico sistema de achar tesouros no final da dungeon para liberar a dungeon final. E Minish Cap trás inúmeras inovações: comecemos com o fato de que a espada e o escudo não são itens fixos, se você quiser equipar o arco e as botas, fique a vontade para fazer isto, o que te da uma liberdade maior, mesmo que a espada ainda seja o principal item de ataque ela não fica mais atada ao corpo de Link como ficava em outros jogos. Outra coisa bacana foi a mistura de coisas da série na parte técnica, esse mash que tem em Minish Cap o torna um jogo sensacional, aqui escutamos músicas de A Link to the Past, efeitos de voz de Ocarina of Time, desenhos cartunescos de Wind Waker, a câmera por cima que fez sucesso a série toda, sem deixar de ter uma identidade própria.

Mesmo com todos esses detalhes de outros jogos Minish Cap consegue ser único dentro da série, principalmente pelo seu sistema de “troca de raças”. Se em Majora’s Mask você virava um Kokiri, um Zora ou um Goron, aqui você vira um Minish, mas o que tem de especial nisso? Ser um minish encolhe Link e o coloca em um mundo onde coisas que eram inofensivas se tornam obstáculos temíveis, como pingos de chuva e mosquinhas… A exploração se expande neste quesito já que você explora o mundo de duas maneiras diferentes. Isso porque eu ainda nem falei das Kinstones, dos Figurines, dos equipamentos novos e inovadores (Cane of Pacci e Gust Jar), da imensidão de coisas para serem feitas em Minish Cap, as dungeons finais que são desafiadoras, os puzzles para serem resolvidos usando a espada para se clonar, as Swordtechs para melhorar sua habilidade com a espada. O jogo pode ter uma história pequena, mas você passará horas o jogando só para fazer todas as 100 fusões e liberar todos os segredos ocultos em Hyrule. A qualidade do jogo se perde em tantos pontos positivos, e fica impossível imaginar que tal jogo tenha defeitos, mas eles existem.

Minish Cap pode fugir daquela história de Triforce e Gannondorf, aquela coisa que impregna ao longo da série, mas não perde a chatice de tornar Zelda uma princesinha em apuros, tal como Peach em Mario. A princesa aqui é facilmente transformada em pedra e não tem uma participação muito efetiva no jogo (ela te da o Small Shield) e se torna muleta para a história se desenvolver. A história é boa e envolvente, mas não é muito do que o fã da série espera de um enredo que venha da série. Os personagens mesmo cartunescos e caricatos não são nada motivadores, aqui não temos uma audaciosa princesa Ruto, ou um animado Darunia, não há ninguém para você se apegar. O único personagem a roubar a cena é Vaati que é um vilão bem mais sarcástico que Gannondorf. As dungeons ignorando as duas ultimas não são nada desafiadoras, sendo o contrário de Ocarina of Time que tinha dungeons excelentes, mas chefes ridículos. Aqui os chefes são legais e você terá que dar uma quebradinha na cuca para vencer alguns, porém as dungeons não te oferecem AQUELE desafio tipo Water Temple… O jogo também tem um sistema de cenários, depois de certos eventos coisas que você não fez, não poderão ser feitas novamente, nada que atrapalhe no andar do jogo, porém convenhamos: é chato ter que começar um jogo novo, ou reiniciar seu game para pegar uma coisinha, mesmo que ela seja só um efeito fortificante. Uma outra coisa minúscula é que este Zelda não se aproveita da conectividade do GBA, o que não é nem uma bola fora, e nem uma dentro. Quem quer fazer tudo em um jogo tem que prestar muita atenção a esses detalhes e não deixar nada para depois ou acumular. Nada que vá fazer você querer deixar de jogar este Zelda.

Completando a saga da Four Swords, Minish Cap é para muita gente o melhor Zelda para portáteis. Quem não passou o tempo na fila do busão, jogando Minish Cap, jogue-o no emulador. O jogo combina bem a inovação com elementos passados e é um deleite para quem gosta de virar e revirar todos os cantos de Hyrule. Caso não o tenha feito isto, fica a dica para que não deixem passar a oportunidade de se deliciarem com este magnifico e caprichado trabalho da Nintendo e da Capcom para a gente!

Nota: 9,5 / 10

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PS1 – Legend of Legaia – Análise / Detonado parte 1

Legaia coverEra 1998, ano de Copa do Mundo na França, ano em que a Microsoft lançava o Windows 98, a Sega descontinuava o Sega Saturn, ano em que eu tinha apenas 4 anos e não fazia ideia do que era um Playstation, ou o que era um RPG. Mas nesse ano foi lançado um excelente jogo de RPG, pela Contrail, empresa que desenvolveu Wild Arms 3 e distribuiu Allundra 2. O nome do jogo: Legend of Legaia, ou Legaia Densetsu no original. O jogo conta a história de um mundo fantasioso chamado de Legaia, onde os humanos eram mais fracos porém tinham a sabedoria de deus, vendo que os humanos iam padecer assim, Deus criou as Serus... Desde que a história existe os humanos conviviam com os Serus, que longe dos humanos eram meros pedaços de pedra, mas quando os dois se combinavam, os Serus davam poderes inimagináveis aos humanos. Porém essa era teve um fim, uma névoa maligna de repente apareceu e então os Serus que obedeciam os humanos passaram a atacá-los e os humanos que tinham Serus em seus corpos viraram feras perigosas. As pessoas ficaram apavoradas e começaram a habitar locais remotos visando fugir da perigosa névoa. Em um desses lugares remotos conhecemos o protagonista Vahn, ou seja lá como você o tenha nomeado. E junto com Noa e Gala outros habitantes dos lugares remotos unidos pelos poderes das Ra-Serus, partem ao redor do mundo tentando reviver as Genesis Tree e destruir o mal que a névoa causa ao mundo.

Se analisarmos o enredo do jogo superficialmente assim, poderíamos concluir que ela é bem simples, porém o que mais tem profundidade aqui é a história que é praticamente perfeita e te prende ao jogo, você realmente vai querer saber como a névoa surgiu, e qual a relação dela com as Genesis Tree, ou o arco de rivalidade de Songi e Gala, enfim são muitas tramas no jogo, com uma história inicial tão simples. Outra coisa que da profundidade ao game é que Vahn responde o que você quiser que ele responda, aumentando assim a interação entre o jogador e os personagens. Falando em interação os personagens principais dão um show a parte na interação, toda hora eles param para dialogar e debater propiciando momentos hilários por parte de Noa e sua ingenuidade. Ainda no fator interação entramos no sistema de batalha, totalmente inovador e chamativo, onde você usa os membros dos personagens para bater nos inimigos em cima, em baixo, ou com os braços, combinando assim esses movimentos para descobrir as Arts que também podem ser combinadas, formando assim várias formas criativas de se detonar os inimigos. Além disso o fator replay do jogo é sensacional, dada a sua dificuldade em encontrar os itens ocultos do jogo. Os gráficos são perfeitos para a época super detalhados, quando você equipa uma arma ou uma armadura ela aparece equipada no seu personagem, claro eles eram um pouco quadradinhos, mas para a época está bom demais. A sonorização também não fica para trás, com músicas suaves e tranquilas nos mapas e músicas aceleradas e emotivas nas batalhas. Não fazendo você querer botar no mute em nenhum momento o jogo.

Hora de falar dos problemas de Legend of Legaia, que são poucos, mas são muito chatos. Comecemos pelas batalhas aleatórias, putz… O jogo faz questão de te enfiar em uma batalha em um critério chocho de número de passos o que é irritante, já que o seu MP costuma acabar rápido e itens não são tão efetivos curando, a menos que você estoque muito, o que também é difícil já que a grana que você recebe nas batalhas é pouca! Falando em pouco, pouca é a experiência que você recebe tendo que ficar batalhando horas a fio para conseguir chegar em um nível decente e enfrentar um chefe de igual para igual. Tenho um amigo que passou sufocos e sufocos com este game, tamanha a sua dificuldade para os iniciantes em jogos de RPG. É claro a dificuldade não é um problema, mas a XP e a grana, com as batalhas aleatórias são um problema chato que para um jogo inovador, encontrar uma solução para isso era mais do que obrigação dos programadores! Obter magias no jogo é outro exercício de paciência, é algo até inovador, já que as magias são invocações; porém é muito irritante, lutar, lutar e não adquirir a mágia. Além de que três é um número bem escasso de personagens, tudo bem que eles cumprem bem os seus papéis no time e ainda tem alguns poucos coadjuvantes. Só que mais alguns personagens (mais um ou dois) estariam de bom tamanho, até porque existem outros elementos de Ra-Serus que poderiam ser usados!

Por fim, é sempre bom ressaltar que este jogo deve estar na biblioteca de todo jogador de RPG, por ter um sistema de batalha praticamente único e uma história complemente atraente e dinâmica! Legend of Legaia sempre me marcou por ser um jogo que eu nunca conseguia fechar dada a dificuldade, ou seja, é um prato cheio para qualquer jogador que mire detonar jogos de RPGs difíceis. Quando tiverem a oportunidade não a percam e joguem este clássico!

Nota: 9,1 / 10

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SNES – The Legend of Zelda: A Link to the Past – Análise / Detonado parte 1

Zelda a link to the past capaOs primórdios da série Zelda não são um segredo para ninguém, a série começou no NES e teve dois títulos para o primeiro console da Nintendo. Com quatro anos de hiato para seu antecessor, a série Zelda, chegava ao SNES, em 1991, com The Legend of Zelda: A Link to the Past, cujo subtítulo original é Triforce of the Gods. O jogo chegou chegando, a coisa mais sábia que fizeram foi retornar a câmera para a visão aérea que tinha sido perdida em Zelda II: Adventure of Link. Isso com certeza te da uma perspectiva maior, e uma sensação melhor de liberdade, é claro que diminui a realidade e a dificuldade, porém não sou do tipo que procura essas coisas em um game. Graficamente o jogo é impecável com cores vivas e cenários muito empolgantes, os ambientes são sensacionais. A história deste Zelda fala de um Link do passado, diferente ao do Link dos dois primeiros Zeldas, realçando o fato de que Link e Zelda são personagens que reencarnam muitas e muitas vezes para salvar Hyrule. Continuando com a história, Link acorda uma noite com uma mensagem telepática da princesa Zelda, que foi capturada pelo bruxo Agahnim, o tal bruxo usurpou o trono de Hyrule e capturou outras donzelas, planejando romper a barreira criada pelos sábios para o Dark World, o mundo onde está selado o senhor das trevas, o já conhecido Ganon, Link deve pegar a tradicional Master Sword e impedir os planos maléficos do bruxo. A história é claro não é o primor deste jogo, ela é bem rasinha, e para a época ela é satisfatória, já que não precisa ser o ponto forte de um game magnifico como este, mas então, o que vai fazer uma pessoa virar a cabeça jogando Zelda?

Com certeza o melhor fator e mais impressionante neste Zelda é a transição entre os dois mundos, o que torna a exploração e o seu modo de jogar muito mais interessantes. Um lugar no Dark World tem um correspondente próprio no Light World, um exemplo: no Dark World um lugar está acessível, porém no Light World ele está inacessível, usando um item você pode ir do Dark para o Light World e acessar tal lugar descobrindo segredos, e vice e versa. A exploração no jogo é sensacional, além das tradicionais Pieces of Heart, você tem uma vastidão de itens a serem pegos, alguns úteis, outros não. As dungeons também são coisas a serem destacadas, elas são grandes e oferecem desafios que não exigem muita inteligência, mas sim MUITA paciência e senso de navegação, por isso é bom SEMPRE estar atento aos mapas das dungeons. A fórmula clássica de Zelda também é forte já que ela pode ser manjada, mas não é tão simples assim, passar pelas dungeons e pegar seu maior tesouro, não te enjoa a jogar, pelo contrário ir para a próxima dungeon e enfrentar o próximo desafio é realmente empolgante!

Mas nem tudo são flores, em Link to the Past. As músicas repetidas, o que mostra um certo descaso, em não usar uma OST por dungeon são uma coisa que irritam no jogo, fora a música de Hyrule Field, tanto no Light quando no Dark World que é gostosinha as outras são muito chatinhas e é melhor jogar no mudo, outra coisa horrenda neste Zelda são os chefes, poucos deles oferecem um real desafio depois de uma dungeon turbulenta tudo que eu esperava era um confronto com um chefe que valesse a dungeon e não é bem assim que as coisas acontecem, alguns chefes são muito nada a ver e não são legais. A história e alguns itens também são coisas bobas, que contam contra o jogo.

O fato é, se você é fã de Zelda, não pode deixar de jogar este jogo, eu já o fechei umas quatro vezes, a questão é que mesmo que você já saiba de tudo que o jogo tem para oferecer, o jogo vai ser como foi a primeira vez: fantástico, magnifico, empolgante. The Legend of Zelda: A Link to the Past é um jogo obrigatório na sua biblioteca de jogos, seja no PC, ou em mídia física, pois jogá-lo é uma experiência que vale a pena ser vivida várias e várias vezes.

Nota: 9,4 /10 Leia o resto deste post

N64 – Banjo-Kazooie – Análise / Dicas / Detonado parte 1

Banjo CoverBanjo-Kazooie é um dos melhores jogos do Nintendo 64, aliás, é um dos poucos que salvam no console e honram o console. Desenvolvido pela Rareware (Donkey Kong Country e Killer Instinct) em 98, o jogo apresenta uma nova visão dos jogos de plataforma, pegando carona no que foi Super Mario 64. Banjo-Kazooie tem uma dinâmica não linear, que não é novidade em jogos de plataforma, mas é a melhor forma de apresentá-los ao público, já que esse tipo de dinâmica incentiva a exploração e o raciocínio de um modo em que você se prende ao jogo. Ainda falando da jogabilidade ela é inovadora, afinal de contas são dois personagens principais e eles interagem entre si, os movimentos em cooperação deles, tudo envolverá Banjo e Kazooie, dando um realce e uma mágica extra ao jogo, além de dar uma plástica melhor aos golpes. E em relação a Banjo-Kazooie é muito difícil não se prender ao jogo, ele pode até apresentar uma temática infantil, em relação ao seu design, mas isso não faz a diferença, os personagens tem uma personalidade adulta em meio a um mundo que parece um desenho animado. Kazooie é áspera e turrona, enquanto Banjo é preguiçoso e burro (o nome dos dois é feito em homenagem a dois instrumentos, o Banjo e o Kazoo), isso sem contar Mumbo que é um bruxo pra lá de folgado, Bottles uma toupeira nerd que te ensina os movimentos e a vilã Gruntinilda e o melhor eles todos sabem que estão dentro de um jogo e que são controlados, mas nem por isso perdem seus interesses… Todos com uma personalidade interessante que da pau em muitos personagens de RPGs, aliás, o enredo do jogo é todo baseado em uma coisa presente na personalidade de Grunty: o seu ego. Em uma alusão clara a Branca de Neve, que também pode ser entendida como uma ironia, a bruxa que é muito feia, pergunta se existe alguém mais linda que ela. A resposta é óbvia e ela então decide roubar a beleza da pessoa mais linda que ela, que por um acaso do destino é a irmão de Banjo, Tooty, uma ursinha meiga e doce. Como Banjo e Kazooie queriam uma aventura, eles juntaram a fome com a vontade de comer e partem para o lar da Bruxa, visando resgatar Tooty, onde muitas coisas vão acontecer.

A parte técnica de Banjo-Kazooie é impecável, os gráficos do jogo não são tão poligonais como os outros jogos de Nintendo 64, e alguns lugares são magnificamente bem desenhados e ambientados, dando a sensação que devem passar, querem um exemplo? Gobi’s Valley te da a impressão de estar em pleno Egito, com a música tema do jogo em uma versão desértica, muito boa e com várias coisas típicas do lugar, apresentadas de um modo mais animado e infantil, dando ao jogador a diversão de estar controlando o seu personagem de desenho animado. A sonorização é impecável, a maioria das músicas são na verdade a música tema do jogo com alguma alteração para condizer com os ambientes, claro elas poderiam ser melhores. A dificuldade em Banjo-Kazooie estará toda encrustada na sua exploração, você poderá demorar um tempo para achar tudo que o jogo te oferece no quesito exploração e também pode demorar a achar as coisas para poder seguir no jogo, mas isso também não te atrapalha, pelo contrário te prende mais ao jogo e te faz querer jogá-lo com mais fulgor. É difícil enxergar um defeito em Banjo-Kazooie, sinceramente, não vejo nada de tão relevante assim. Afinal de contas a Rareware foi inteligente, se aproveitaram dos erros de Super Mario 64 e fizeram um jogo melhor, mais aguçado, mais interativo, mais complexo; só tem uma coisa que eu acho que Banjo não tem que SM64 tem: o próprio Mario. E convenhamos, Banjo e Kazooie são mais carismáticos que o encanador.

Fica difícil dar nota para um jogo onde os defeitos não são tão aparentes, afinal de contas, seria mais fácil dar 10 de uma vez. Porém nenhum jogo é perfeito e mesmo os mínimos defeitos de Banjo-Kazooie, como um que é spoiler e parece até imitar Super Mario 64 (o prêmio por conquistar tudo no jogo),  a falta de mais chefes no jogo, ou a repetição do modo de pegar uma Jiggy em algumas fases corroboram minha afirmação em dizer que não há jogo perfeito. Por hora sempre vou me lembrar de alugar Banjo-Kazooie todo final de semana e fechá-lo em dois dias, ou de pedir o aluguel deste jogo como presente de natal para minha mãe. A graça dos video-games é essa, eles não vão marcar só o fato de você jogá-lo, vai marcar a circunstância que levou você a conhecê-lo e os momentos em que você o jogou e Banjo-Kazooie é especial para mim por estas circunstâncias. Um jogo nostálgico e que fez muito sucesso, gerando duas sequências e muito lucro para a Rare e para a Nintendo. Um jogo muito precioso que marca qualquer jogador que curte o gênero, se tiver a oportunidade de jogar, não a perca, você não vai se arrepender!

Nota: 9,3 / 10

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PS1 / N64 / PC – Megaman Legends (64) – Análise / Detonado

megaman_legendAnálise:

Megaman Legends (Rockman Dash no Japão) foi uma revolução para os fãs de Megaman, ao invés de lançar um “Megaman X48” a Capcom percebeu que os jogos de 2D da série já estavam além da repetição, então eles mudaram tudo e criaram a série “Legend” em 3D. Onde a história, a jogabilidade o áudio e acima de tudo o estilo mudaram drasticamente (se foi pra melhor ou pior você que se decida). Uma observação é que não critiquei os jogos em 2D, critiquei esse ser por um bom um bom tempo o único estilo, mesmo tendo o Battle Network que pessoalmente não gosto muito e o Megaman Soccer que foi feito para ter diversão é não desafios. 

Foram lançadas três versões do jogo a original pra PS1 (1997), outra de N64 (Megaman64 / 2000) e uma para PC (2001). De um jogo para o outro não muda quase nada, a de 64 é mas leve, com pior qualidade, a de PS1 é mais pesada com melhor qualidade, a de PC eu realmente não vi, mas deve ter qualidade superior as outras. As diferenças entre os jogos em si são insignificantes, coisas do tipo mudar a música do fundo.

O áudio é bom, tem qualidade, mas poderia ser um pouco mais animado as vezes, o gráfico te deixa de queixo caído levando em conta os antigos jogos de  Megaman, a jogabilidade é animadora, pois você tem liberdade para explorar o mapa do jogo, mas também pode ser considerada diferente, pois você usa “L1” e “R1” para virar a câmera, não veja isso como um ponto fraco, mas sim como uma deficiência, pois na época do lançamento o Playstation não tinha Dual Shock(aquele analog), então a culpa não e do jogo e sim do console, mesmo assim  não é ruim usar o “R” ou “L” para virar (pra ver até nisso o jogo estava a frente do seu tempo kkk).

Farei agora um “Super resumo” da história, pois ela já tem um lugar de destaque no detonado, O mundo está num futuro incalculável, onde a maior parte do planeta é água, os habitantes vivem em pequenas ilhas construídas em cima de antigas civilizações antigas(mas com tecnologia superior), nesse mundo se tira energia de cristais refratores escondidos nessas civilizações antigas, o grupo de que retira esses cristais do subsolo se chamam  “Diggers”. Adivinha só, nosso herói azul é um deles junto com Roll (que te da suporte técnico) e um velho doutor.

Por mais boba que seja essa critica não posso deixar de falar isso, o jogo está em inglês e não tem legenda, então se você não tiver conhecimento de inglês vai ficar perdido na história, mas pode deixar, se esse for o caso basta acompanhar o meu detonado porque vou dar um enfoque especial para história.

Ponto Forte: Quase tudo, mas para citar apenas uma coisa eu digo a mudança no estilo da série Megaman.

Ponto Fraco: O jogo é muito curto.

Nota: 9,1 / 10,0

*A nota se refere ao PS1 que foi o original

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N64 – The Legend of Zelda: Ocarina of Time – Análise / Detonado parte 1

The_Legend_of_Zelda_Ocarina_of_Time_front

Em 1998 era lançado um jogo que entraria para a história dos games, e para a lista dos melhores já criados. Ocarina of Time tem presença registrada nos tops de muitos gamers e quem não o jogou, não sabe o que perdeu. O quinto título da lenda de Zelda é sem dúvidas o melhor jogo para o Nintendo 64. E tem excelentes razões para figurar o topo.

Podemos começar falando dos gráficos que para época eram muito bons, embora com o aspecto “quadrado” e com seus bugs, não deixam de apresentar cenários mágicos e magníficos, com uma série de detalhes. Não posso deixar de citar o Lake Hylia, que tem uma paisagem impressionante, de tirar o fôlego, ou então os templos que são ricos em detalhes. Os sons acompanham a beleza gráfica do jogo, a música de Gerudo Valley acompanhada das cascatas do local são uma das muitas sacadas que o jogo tem quando se fala tecnicamente  Outro ponto forte é a jogabilidade em 3D e acompanhada da variedade de botões do N64, agora Link pode usar uma maior diversidade de itens e pode mirar e tem um sistema novo de mira, onde você entra em uma espécie de combate 1×1 com o oponente, tornando o jogo mais real. Falando em itens o jogo tem uma porção deles e eles diversificam o jogo, para matar um oponente você desde a tradicional espada, ou o arco e flecha, ou o martelo, opções não faltam… Além do mais você vai ficar horas jogando para obter todos os itens, ou todos os Heart Pieces, desafios extras no jogo não faltam… 

A história do jogo é simples e talvez seja o ponto mais fraco do jogo, por ser simples demais. No jogo você controla Link, um Kokiri (uma eterna criança), o jogo começa com um pesadelo de Link relacionado a uma princesa que ele desconhece e um homem em um cavalo negro. Ao acordar Link recebe uma fada (como todo Kokiri), e a Deku Tree, guardiã dos Kokiris chama Link e revela a ele que um mal está rondando Hyrule e esse mal a infectou. Após ir nas entranhas da árvore e aniquilar o que a fazia mal, ela morre, mas conta a Link sobre as três jóias que representam cada povo, ela te da uma delas, e cabe a você pegar as outras, conhecendo cada local e cada cultura de Hyrule. Após pegar as jóias um evento em especial ocorre (não vou revelar é spoiler) e Link adquire a Ocarina of Time um tesouro sagrado da família real de Hyrule. Link fica sete anos em descanso e chega em uma Hyrule completamente alterada.  O desafio principal do jogo é esse é uma fórmula repetida, porém proveitosa, conseguir as jóias e depois conseguir os medalhões, não da para dizer que é bom, mas também não da para dizer que é ruim, já que para quem pega o jogo e não conhece a série, você fica preso a este desafio e aos que entram em adjacente. Outra coisa de bom que vem nessa história e muda na jogabilidade é o time-skip, você joga com dois Links, e cada um maneja itens diferentes, ele como criança não domina o arco e flecha, porém ele é adulto demais para usar o estilingue… As personagens do jogo, o aprimoram, são poucos os personagens que não tem um carisma próprio e não te faça se apegar a eles.

Portanto, com pontos fracos que não alteram sua jogabilidade, e nem te impedem de jogar, o jogo se torna uma coisa viciante, não pela história, mas pelos objetivos que ele te propõe e pelo visual intrigante. The Legend of Zelda: Ocarina of Time é sem dúvidas um dos melhores jogos, tive o prazer de jogá-lo no console e apreciar de sua riqueza. Um jogo que certamente marca quem o jogou.

Nota: 9,6/10

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N64 – Superman 64 – Análise / Dicas / Cheats / Detonado

Ánalise:

Conhecido popularmente como “O pior jogo do mundo“ Superman 64 já causou muita tristeza e decepção em gamers de todos os tamanhos e idades, presente em qualquer lista de piores jogos criados frequentemente em 1º lugar, pessoalmente joguei esse jogo para testar os limites de ruindade que um game pode chegar. Lançado em 1999 pela Titus, uma empresa que por sorte acabou por falência.

Tantos defeitos que mal sei por onde começar, vejamos… A história do jogo é  de que Lex Luthor criou um mundo virtual e arrastou para esse lugar 3 amigos de Superman, então o herói deve salvá-los. Logo de cara você se depara com uma trilha de ARGOLAS! Eu me pergunto até agora, pra que isso?! Metade do jogo vai se passar por argolas, se ao menos fosse 1 ou 2 fases ainda ia, eu imagino tanta gente morrendo no mundo, tanto desastre e o cara vai brincar de seguir a trilha, o pior se o caminho te levasse ao perigo eu compreenderia, mas você fica 5 minutos fazendo zig-zags inúteis pra chegar num lugar e fazer uma missão que muitas vezes é salvar um cidadão, mas a cidade não é virtual?! Que absurdo, você é obrigado a salvar pessoas que são programas de computador! Pra que, eu me pergunto, pra que salvar a cidade, se a cidade não existe, parece que Superman acha que o mundo virtual é uma versão de Megacity ou qualquer outro joguinho de ficar cuidando de cidade imaginaria, você fica 14 fases pra salvar 3 amigos e meter o pé, precisa de tudo isso? Eles super incharam o jogo, falando em super… Acho que esqueceram de dar os poderes ao Superman, você praticamente só voa, e mesmo assim com a jogabilidade esdruxula, parece que ele acabou de aprender a voar, sobre os outros poderes você só consegue temporariamente pegando itens, ora, um dos super heróis mais fortes da terra virou um Mario com capa (sem querer ofender Mario, mas era pro Superman ser mais forte que ele), voa pula e ganhar itens, isso tudo elevado a tremenda repetição e péssima qualidade, tornou esse jogo o jogo mais chato do mundo, e um dos piores na minha opinião.

Uma coisa que quase esqueci de falar, o Superman não ter força, ou melhor, só tem força pra matar os inimigos, por que eles morrem em 1 ou 2 golpes, mas as paredes são INDESTRUTÍVEIS, não da pra passar por elas, eu nunca imaginei ver o Superman usar um elevador eu simplesmente atravessaria as paredes até o chefe se pudesse.

Falei muita coisa e ainda nem falei dos gráficos, mas como de costume eles são terríveis, é normal em um mapa muito grande não aparecer o horizonte completo, em determinado ponto eles inserem um fundo azul, isso é bastante comum na época do jogo, mas isso se aplica a grandes mapas, por que você estando numa SALA FECHADA, por que o fundo é azul? Basta um lugar um pouco maior e você já percebe isso, e mesmo se não tivesse esse defeito os gráficos seriam ruins do mesmo jeito, sobre o áudio até da pra aceitar a qualidade, mas a repetição das músicas é um porre, entediando ainda mais. A jogabilidade é a pior de todos os jogos que já joguei (e olha que são muitos), é muito difícil, praticamente impossível falar algo bom do jogo, outras coisa a ser comentada são os infinitos bug, já cansei de resetar a fase por ficar preso no cenário quando acabei atravessando a parede, ou então tente apertar o botão de sair do voo em cima de algum inimigo, você fica em pé na cabeça dele, é só vai sair quando quiser.

Pontos Fortes?: O game não tem pontos fortes, tem alguns desafios, e algumas missões um pouco interessantes, mas muito pouco.

Resumindo, não consigo imaginar a reação de um fã no estilo o cara dos quadrinhos de os Simpsons vendo isso, não importa se você gosta ou não do Superman, não jogue isso, não cometa o mesmo erro desse pobre escritor… Existem tantos jogos bons no mundo pra que jogar esse, o único tipo de pessoa que eu recomendo a jogar esse jogo seria alguém que já fechou todos os outros do mundo.

Superman é o pior jogo do mundo? Na minha opinião não é (por pouco), conheço jogos como Mario is Missing que concorrem diretamente, mas isso varia da opinião de cada um eu compreendo 100% quem achar esse o pior pra mim deve estar entre os 5 ou 3 piores, repito, em minha opinião este jogo é o mais chato do mundo e o pior do 64.

Nota: 0,7 / 10,0

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GBA – Pokémon Fire Red & Leaf Green – Análise / Dicas / Detonado parte 1

Como muitos sabem, os jogos são remakes das versões Red e Green, lançadas previamente no Japão em 96 (nos EUA foram feitas algumas alterações e a versão Green saiu com o nome Blue, porém os jogos só foram lançados em 98). Pokémon é uma série que revolucionou os jogos de RPG, por que? Oras simplesmente porque você monta seu time, monta os golpes do seu time, não é um RPG prefixado onde os personagens vão se encaixando e você tem que se adaptar aos modos de batalhar deles, aqui você manipula da sua forma o seu time. Seu time pode ter 6 pokémons de 151 variedades, sendo outra gama diversa de golpes, claro, nem todos os pokémons estão disponíveis, cada versão tem seus pokémons exclusivos, para claro preservar a intenção do jogo que é promover a troca e a batalha entre os treinadores através dos Game Boys; e claro nem todo pokémon pode aprender todos os golpes (com exceção de Mew), há 17 tipos dividindo muitos golpes e alguns pokémons tem golpes exclusivos (DItto com seu Transform). O jogo é realmente muito bom, você se diverte muito, perde horas jogando, não é atoa que ganhou um animê de sucesso global. Um outro fator positivo foi além de manter alguns glitches do primeiro, como a caminhonete de Vermilion, adcionar os elementos da terceira geração, como os Efforts, Abilitys e Natures.

Porém, pokémon tem algumas brechas, a primeira e crucial é que o foco principal do jogo não é sua história, são raras as cutscenes, aqui você simplesmente tem que pegar suas oito insignias e partir para o Indigo Plateau enfrentar a Elite 4, no caminho aparece a Equip Rocket. Seu motivo para acabar com eles? Não tem, você simplesmente acaba com eles, como se fosse da sua conta, como se você fosse o cara puro e bom como Ash Ketchum. Não há conexão entre os personagens, não há personalidade neles, você é só um explorador, puro de coração que deseja ser o campeão da liga pokémon. Os desafios in-game, são simples, não muito complexos, uma vez que estando no level, ou um level a mais e tendo um golpe do tipo oposto você será superior a seus inimigos in-game, com exceção da clara Elite 4 que concerteza faz jus ao nome de ser a Elite dos treinadores pokémon. Outro fator ruim, é que eles quiseram dar tanta semelhança aos jogos antigos, que não deixaram o sistema de tempo, ou a troca de bicicletas, ou as batalhas duplas; as bicicletas ou as batalhas não fazem tanta diferença, mas o sistema de tempo é essencial para a evolução de alguns pokémons.

Por fim, gostaria de ressaltar que o jogo não se torna ruim pelos seus defeitos, mas só explorar, explorar e explorar; sem grandes metas ou desafios é meio sem sentido, uma grande sacada aqui é o Trainer Card, já que os iniciais limitavam sua exploração a só vencer a Elite 4 e ficar zanzando por Kanto, ao obter uma certa quantidade de pokémons você poderá explorar uma nova parte do mundo pokémon as Sevii Islands que apresentam alguns pokémons da região de Johto. Além disso para completar o jogo 100%, não ter mais nada para fazer, você tem que capturar os 150 pokémons, depois os 351 e depois ainda jogar um joguinho, o que torna o jogo praticamente infinito devido a quantidade de trocas que você terá de fazer.

Nota: 8,8/10
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