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Eternal History – Lufia & the Fortress of Doom – História Completa

História completa de Lufia & the Fortress of Doom de 1993, mesmo sendo um jogo simples e desconhecido seu enredo é bem interessante, aqui é contada toda trajetória do jogo de inicio ao fim.

Nova e primeira série da Eternal Players no youtube, se possível nos apoie para que mais conteúdo possa vir.

Youtube: https://www.youtube.com/watch?v=tRGI9YrWslk
Facebook: https://www.facebook.com/BlogEternalPlayers/

Espero que tenham gostado, sei que a página anda parada, mas realmente estamos com falta de tempo.

Por: Matheus C. Sardinha

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SNES – Disney’s Aladdin – Análise / Detonado / Dicas / Segredos / Cheats

Aladdin_CapaAnálise:

Aladdin é um jogo que eu gosto muito, foi um dos primeiros jogos que eu joguei e até hoje guardo o meu cartucho com muito carinho (embora ele não funcione mais…), hoje jogo ele em emulador e sempre tive interesse em fazer uma matéria geral sobre o jogo, e eis aqui a minha oportunidade.

O jogo foi desenvolvido pela Capcom para o Super Nintendo, é exclusivamente Singleplayer e no estilo plataforma (quem gosta dos jogos do Megaman X vai se acostumar fácil aos comandos). No game conhecemos Aladdin, um jovem rapaz que vive na cidade de Agrabah e que participará de uma grande aventura envolvendo um romance com uma princesa, explorações em cavernas, maluquices com um gênio e grandes perigos…

A vida do personagem é representado por corações, no início só se tem 3, mas o personagem pode adquirir mais durante o gameplay. Cada vez que for atingido Aladdin perde 1 coração, perdendo todos ele morre.
O jogo é dividido em estágios e níveis. Cada estágio possui diversos níveis. No fim de cada estágio temos uma cena da história do jogo. E no fim de alguns níveis temos o bônus.
Para se derrotar os inimigos basta pular na cabeça deles. Aladdin também pode atirar maçãs nos inimigos, o que os deixa tontos e possibilita ao Aladdin derrotá-los mais facilmente. Aladdin também pode correr e até mesmo usar um pano como paraquedas para que caia mais devagar no chão.
O game utiliza o sistema de passwords, a cada fim de estágio é ganho um password para a próxima fase, assim o jogador pode continuar o jogo depois caso não dê para terminar de uma só vez.

O jogo foi muito bem feito, os gráficos, o áudio e a jogabilidade são ótimos. Os gráficos são bem detalhados e até mesmo os sprites de inimigos e cidadãos divertem a gente (experimente pisar na cabeça dos moradores na primeira fase, por exemplo…), as músicas sempre combinam bem com as fases, sem falar que algumas músicas do jogo vieram do filme, então quem assistiu e curtiu a trilha sonora vai gostar mais ainda de escutar na versão do jogo, e a jogabilidade é maravilhosa, o personagem é fácil de controlar e responde bem aos comandos (embora algumas vezes o personagem dê umas deslizadas exageradas).

Pontos Fortes

– ótima jogabilidade.
– Ótima Trilha Sonora.
– Gráficos bonitos e divertidos.

Pontos Fracos

– Dificuldade baixa.
– Jogo curto.

Nota: 8,5

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SNES – Captain Novolin – Análise / Dicas / Detonado / Cheats

CapaAnálise

Era uma vez uma empresa que produzia insulina, ela queria lançar um novo produto no mercado, e não tinha ideias convencionais de como fazer isso, eis então que tiveram uma ideia não convencional, criar um jogo para promover sua marca. Assim nasceu o Captain Novolin, super herói com diabetes e dedica sua vida a lutar contra doces e outras comidas açucaradas do mal, com sua capacidade de pular muito alto, dar cambalhota e receber três porradas antes de morrer ele luta contra bolos, biscoitos, sorvetes e balas. Avante Novolin, faça do mundo um lugar mais saudável!!!

Brincadeiras a parte a história do jogo é essa, a empresa de insulina Novolin queria um jogo super herói para aumentar suas vendas é lucrar em cima de criancinhas diabéticas, então criaram um “mascote” e um jogo com sub-objetivo de game educativo,  o que aconteceu com a marca de insulina? a estratégia deu certo? eles ainda estão no mercado? Não sei, e nem quero saber! O importante está aqui, temos um jogo completamente diferente e bizarro que será analisado, só por esse pouco que você já viu já deve estar desconfiado do jogo, e é bom mesmo que fique. Primeiro de tudo, por que raios o super herói não tem um poder descente??!! Ele faz o mesmo, ou até menos do que o Super Mario, e depois você para para ler a história e descobre que os doces que ele enfrenta SÃO ALIENÍGENAS, e o pior o chefe deles é um humano gordo e sedentário!!! Ok, ok… Vamos tentar deixar isso de lado, afinal é um jogo para crianças, mas as dúvidas não param de vir. Será que não existe policia nenhuma no mundo, os doces só pulam praticamente, um PM armado poderia abater um exercito deles! Ou então, será que ninguém tentou come-los? Mais pra mim o pior é isso no jogo, o prefeito foi sequestrado e tem um estoque de 48 horas de insulina, Ok, mas por que o Captain Novolin DECIDIU IR A PÉ ATÉ LÁ??? Ele não precisa ser um Batman da vida, mas pelo menos pegar um avião da classe econômica, ou pedir para cidade, qualquer coisa, mas ir a pé(ele usa um pouco uma lancha, mas isso não vem ao caso)? Você ainda pode achar que tudo isso pode ser relevado pelo jogo ser infantil, sem problemas eu  respeito sua opinião, mas eu acho que chega um ponto onde não dá e você percebe que a história do jogo foi completamente abandonada, como se tivesse sido criada por um executivo nos 15 minutos que ele estava no banheiro “fazendo chocolate“, daí seu problema com doces.

Agora sem brincadeiras, lendo análises de outras fontes, em alguns idiomas eu percebo uma certa “cegueira” dos gamers em relação ao jogo, como você pode ver a história é estúpida, uma das piores que já vi, mas não deixa de ser engraçado, se você não quiser jogar por conta disso, faz bem, se não liga é quer jogar, faz melhor. O problema em questão é que muitos criticam coisas boas no jogo só por que ele é idiota, como os gráficos, estão de muito bom tamanho, o áudio bem melhor que a maioria dos jogos da geração e mesmo assim eu achei sites que deram nota zero para esses aspectos, Ok, o jogo é ruim, mas ao criticarem não sejam tão cegos, ainda existem aspectos positivos aqui, como a própria jogabilidade que é interessante, o ambiente do jogo estraga tudo, mas pra um jogo infantil educativo está de bom tamanho. Alguns desafios únicos são encontrados aqui, como equilibrar o nível da sua glicose no sangue, não necessariamente que isso seja algo bom no jogo, chega até a ser chato, mas é único kkk. Como o jogo é educativo, várias vezes você terá que responder perguntas sobre diabetes, isso não substitui seu médico, e nem foi feito para substituir, é um jogo educativo de plataforma, apenas isso, quem sabe você aprenda alguma coisa com ele, Captain Novolin faz bem esse papel, ensina o básico para uma criança, até eu aprendi com o jogo, mesmo já tendo esquecido tudo, quem sabe você não aprende! Mesmo indo esquecer tudo também.

Agora vamos falar do que interessa, mas aspectos ruim no jogo, além de tudo que já foi citado, ele é muito curto, muito mesmo, 15 minutos um jogador mediano termina facilmente(com o conhecimento necessário). Inimigos repetitivos e poucos cenários. Além da chatice de toda fase ter que ficar medindo a glicose e tomando injeções. Resumindo se tiver algo melhor não jogue, mas pense pelo lado bom, acaba rápido então não da muito tempo para você se enjoar. Captain Novolin é uma pedida para dias chuvosos onde sua net caiu e seu celular está sem bateria e já que tem que esperar, que seja jogando, mas não digo nada mais do que isso.

Ponto Forte: Mesmo sendo uma tragédia de game, ainda existem alguns pontos citados acima, então o forte do jogo é ele não ser tão ruim.

Ponto Fraco: Sério… Os inimigos são doces, e desenhados de tal forma que fiquem parecidos com quarentões desempregados, isso já é o suficiente para procurar outro game.

Nota: 5,2 

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SNES – X-Men: Mutant Apocalypse – Análise / Dicas / Detonado / Segredos

CoverLançado em 1994, misturando os gêneros de ação, plataforma e beat’em up. X-Men: Mutant Apocalypse mostra como a Capcom era boa em seus tempos de SNES. A linha de introdução do jogo apresenta os X-Mens, grupo formado por Charles Xavier (Professor X) a fim de proteger e ensinar os mutantes a controlar seus poderes. O sonho de Charles é uma convivência pacífica entre mutantes e humanos. A ação do jogo começa ai, Apocalypse está usando a ilha de Genosha para prender mutantes e fazê-los trabalhar a força, com a ajuda das sentinelas. Os X-mens são cotados para resgatar os mutantes presos. Porém mais tarde é descoberto que Magneto, um amigo de Xavier, que porém tem ideias radicais e acredita na supremacia mutante, é quem está por trás de toda essa brincadeira. Você já deve ter visto os desenhos dos X-Mens, e este jogo pega carona em um desenho que fez sucesso nos anos 1990, usando o design heroico dos personagens clássicos dos quadrinhos. As sprites muito bem desenhadas (tanto que elas foram “reaproveitadas” em futuros jogos de luta da série) somando-se a cenários e a músicas bem agradáveis. Os mutantes são um elo perdido entre qualidade e defeito. O seu estilo de jogo pode se adequar a qualquer um deles, porém cada missão terá um mutante específico tornando-a mais fácil de ser completada.

Porém, eles podiam ter selecionado melhor os X-Mens, colocando personagens mais populares (Homem de Gelo, Colossus, Noturno, Tempestade, etc), afinal de contas Psylocke não é tão conhecida assim do público e o Fera, bem é o Fera… Ainda batendo no ponto dos personagens, a gama de golpes não é muito vasta, falemos do Fera, ele não sabe muitos golpes, em compensação Psylocke tem muitas habilidades, tudo bem, isso não diminui a utilidade de ambos, mas poderia ter sido melhorado. Falta carisma aos personagens, podia haver um especial para cada, dando mais personalidade a eles. Outro problema chato do jogo é sua curta duração, podendo ser fechado rapidamente. O jogo não é tão difícil de ser dominado por inteiro, não tenho nada contra este quesito de dificuldade, mas algumas pessoas podem achar o jogo fácil demais. Claro a dificuldade maior foi toda deixada para o final, e acho que isto equilibra um pouco as coisas. Já que Magneto é um chefe final MUITO poderoso. Outra coisa que podia ter sido melhorada é a continuidade, a ideia de poder jogar com cada mutante em um caminho é muito legal, porém ela só se limita a primeira e a ultima missão… Isso poderia ter sido melhor explorado e com certeza seria um ponto positivo e tanto para o jogo, mas ficou só naquilo. E seria interessante, ter passado por um local com certo personagem, depois com outro. Realmente um desperdício da ideia. E claro, mesmo tendo a história um pouco esclarecida, com cenas explicativas entre as missões, não fica muito claro se é fruto só do jogo, ou se está em alguma HQ ou episódio da série animada.

Por fim, o jogo é um ótimo divertimento para você que não tem muito tempo nem muito o que fazer, já que é um jogo rápido de fácil aprendizagem, não imitando as dificuldades das maiorias dos jogos antigos. Além disso o jogo fez um tremendo sucesso que abriu espaço para Marvel Super Heroes: War of the Gems, outro jogo clássico com personagens da Marvel, com certeza corrigindo alguns defeitos e dando mais personalidade aos heróis, que no caso são os Vingadores. É sempre bom utilizar estes personagens de HQs em jogos, principalmente os da Marvel, que estão sempre em alta por serem mais humanos e problemáticos do que os seus concorrentes. Uma excelente escolha para quem adora jogos de ação, rápidos e para quem adora os X-Mens!

Nota: 7,5/ 10

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PS1 – Final Fantasy Anthology – Análise / Detonados / Segredos / Dicas

FF_Anthology_CoverFinal Fantasy Anthology foi lançado apenas no ocidente, na América do Norte em 1999 e na Europa em 2002, sendo uma compilação dos Final Fantasys de Super Nintendo. A versão europeia nos apresenta Final Fantasy IV e Final Fantasy V, enquanto a americana apresenta Final Fantasy V e Final Fantasy VI. Final Fantasy VI do Anthology foi completamente atualizado tecnicamente. Os sons e os gráficos estão melhorados além de novas cutscenes e cenas em CGI. Além disso um CD com as músicas dos jogos foi incluída na versão americana do jogo. É claro que não da para analisar a compilação como um jogo só, sendo que ele reúne o melhor do que Final Fantasy ofereceu nos anos 90. Alguns críticos não gostaram muito dos ports, mas para nós a diversão é a mesma e é o que prevalece!

Nota: 9,3* / 10

* Média referente as notas dos outros Final Fantasys.

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SNES / GBA / PS1 – Final Fantasy VI (III) – Análise / Detonado / Segredos

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Análise:

Certamente um dos melhores Final Fantasys, FFVI muitas vezes é confundido com FFIII por causa daquela velha história de nem todos os FF serem lançados na nossa metade do mundo, então a ordem americana até o sexto game da série é bem diferente da japonesa. Nada melhor pra começar o artigo do que tirar dúvidas, então não se confunda com o nome, este é o Final Fantasy VI original do SNES, o Final Fantasy III é original do NES.

Lançado no mesmo ano de meu nascimento(1994), e atualmente com 2 principais remakes, sendo para GBA e PS1. FFVI trás muitas coisas bem diferentes, por que não dizer inovadoras para os RPGs. O mundo do jogo é muito similar a Revolução Industrial(com os clássicos exageros), com uma grande mistura de tecnologia e magia, que realmente é muito interessante, outro grande aspecto é o largo número de personagens, por mais que não seja possível todos interagiram sempre uns com os outros, a interação do grupo é bem explorada, e o que pode ser a maior inovação é não ter um protagonista fixo, em geral a Terra tem mais a ver com a história, mas Locke tem muito destaque no jogo, os irmão Edgar e Sabin um pouco menos, mas ainda sim são muito importantes, e inegavelmente Celes vira protagonista na segunda metade do jogo, isso evita muitos clichês, e deixa o jogo mais inesperado.

Algumas alterações foram feitas da original para a americana. Removeram trações de nudez da Esper Siren, alguns itens tiveram que mudar de nome por falta de espaço, exemplo o Phoenix Down virou Fenix Down, alguns nomes como Stragos para Strago, razões religiosos como a magia Holy que virou Pearl ou simplesmente erros de tradução, o soldado do inicio do jogo(isso está explicado no detonado). Nas versão de Playstation boa parte da censura é liberada. Outro fato intrigante é a quantidade de bugs, existem bugs que fazem você pular eventos, modificar a forma dos personagens, até atacar infinitamente, ou mesmo usar a aeronave no momento que quiser, boa parte disso foi corrigido nos ramekes, mas curiosamente um dos extras da versão de GBA pode ser pulado explorando os bugs.

Seria terrível de minha parte não comentar sobre o excelente trabalho no áudio do jogo, nesse quesito FFVI é um dos melhores, vários temas épicos como o de Terra e o de Kefka, muitos deles baseados em operas, o jogo conta com uma grande quantidade de sons, ajudando muito a evitar o entediamento(infelizmente no GBA a qualidade do áudio é inferior). A evolução gráfica comparada aos jogos anteriores é tremenda, mas ainda assim na

da de espetacular, mas claro devemos lembrar de que quanto maior o jogo, pior serão os gráficos, então por essa lógica não crio nenhuma reclamação.

Para finalizar o vilão do jogo merece um espaço, claro que não vou citar o nome, jogue e descubra quem é, mas ele é um dos melhores vilões de todos os jogos, com diversas frases épicas e momentos que vão lhe fazer rir ou sentir ódio, estou me mordendo pra não falar demais, mas espere e verá, mas como nem tudo são rosas, os outros chefes, me decepcionam um pouco, boa parte deles são monstros inseridos sem explicação

Ponto Forte: Tudo voltado as batalhas, por mais que o jogo não tenha tantos chefes, temos muitas opções a explorar, sendo usadas de muitas formas, Blitz de Sabin onde é necessário explorar combos, as Blue Mages de Strago e a Rage de Gau que nos faz querer encontrar e derrotar cada monstro do jogo. Diversos tipos de habilidades como as monótonas SrdTech, o sorteio de Setzer, e as ferramentas de Edgar. Espers que te lhe motivam a vasculhar cada milímetro do game, até obter todas as magias. Infinidades de Armamentos e principalmente Relics que aumentam em muito as opções dos personagens. Existe muito, mas muito mesmo o que se combinar e testar. Final Fantasy VI vai certamente te dar infinitas opções de combate.

Ponto Fraco: O jogo notoriamente se divide em duas principais partes, sobre a primeira tiro meu chapéu, mas a segunda foi meio deixada de lado, pra mim parece uma Side-Quest gigante, não a muito o que se fazer além de explorar o opcional do jogo, de obrigatório temos pouca coisa, e pior ainda, alguns personagens simplesmente somem nessa parte do jogo, eu gostaria que desenvolvesse mais a história do game em sua segunda metade, isso não o prejudica tanto assim por que várias side-quests explorar os personagens, mas ainda assim é uma mancha nesse grande trabalho.

Nota: 9,4

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SNES – The Legend of Zelda: A Link to the Past – Análise / Detonado parte 1

Zelda a link to the past capaOs primórdios da série Zelda não são um segredo para ninguém, a série começou no NES e teve dois títulos para o primeiro console da Nintendo. Com quatro anos de hiato para seu antecessor, a série Zelda, chegava ao SNES, em 1991, com The Legend of Zelda: A Link to the Past, cujo subtítulo original é Triforce of the Gods. O jogo chegou chegando, a coisa mais sábia que fizeram foi retornar a câmera para a visão aérea que tinha sido perdida em Zelda II: Adventure of Link. Isso com certeza te da uma perspectiva maior, e uma sensação melhor de liberdade, é claro que diminui a realidade e a dificuldade, porém não sou do tipo que procura essas coisas em um game. Graficamente o jogo é impecável com cores vivas e cenários muito empolgantes, os ambientes são sensacionais. A história deste Zelda fala de um Link do passado, diferente ao do Link dos dois primeiros Zeldas, realçando o fato de que Link e Zelda são personagens que reencarnam muitas e muitas vezes para salvar Hyrule. Continuando com a história, Link acorda uma noite com uma mensagem telepática da princesa Zelda, que foi capturada pelo bruxo Agahnim, o tal bruxo usurpou o trono de Hyrule e capturou outras donzelas, planejando romper a barreira criada pelos sábios para o Dark World, o mundo onde está selado o senhor das trevas, o já conhecido Ganon, Link deve pegar a tradicional Master Sword e impedir os planos maléficos do bruxo. A história é claro não é o primor deste jogo, ela é bem rasinha, e para a época ela é satisfatória, já que não precisa ser o ponto forte de um game magnifico como este, mas então, o que vai fazer uma pessoa virar a cabeça jogando Zelda?

Com certeza o melhor fator e mais impressionante neste Zelda é a transição entre os dois mundos, o que torna a exploração e o seu modo de jogar muito mais interessantes. Um lugar no Dark World tem um correspondente próprio no Light World, um exemplo: no Dark World um lugar está acessível, porém no Light World ele está inacessível, usando um item você pode ir do Dark para o Light World e acessar tal lugar descobrindo segredos, e vice e versa. A exploração no jogo é sensacional, além das tradicionais Pieces of Heart, você tem uma vastidão de itens a serem pegos, alguns úteis, outros não. As dungeons também são coisas a serem destacadas, elas são grandes e oferecem desafios que não exigem muita inteligência, mas sim MUITA paciência e senso de navegação, por isso é bom SEMPRE estar atento aos mapas das dungeons. A fórmula clássica de Zelda também é forte já que ela pode ser manjada, mas não é tão simples assim, passar pelas dungeons e pegar seu maior tesouro, não te enjoa a jogar, pelo contrário ir para a próxima dungeon e enfrentar o próximo desafio é realmente empolgante!

Mas nem tudo são flores, em Link to the Past. As músicas repetidas, o que mostra um certo descaso, em não usar uma OST por dungeon são uma coisa que irritam no jogo, fora a música de Hyrule Field, tanto no Light quando no Dark World que é gostosinha as outras são muito chatinhas e é melhor jogar no mudo, outra coisa horrenda neste Zelda são os chefes, poucos deles oferecem um real desafio depois de uma dungeon turbulenta tudo que eu esperava era um confronto com um chefe que valesse a dungeon e não é bem assim que as coisas acontecem, alguns chefes são muito nada a ver e não são legais. A história e alguns itens também são coisas bobas, que contam contra o jogo.

O fato é, se você é fã de Zelda, não pode deixar de jogar este jogo, eu já o fechei umas quatro vezes, a questão é que mesmo que você já saiba de tudo que o jogo tem para oferecer, o jogo vai ser como foi a primeira vez: fantástico, magnifico, empolgante. The Legend of Zelda: A Link to the Past é um jogo obrigatório na sua biblioteca de jogos, seja no PC, ou em mídia física, pois jogá-lo é uma experiência que vale a pena ser vivida várias e várias vezes.

Nota: 9,4 /10 Leia o resto deste post

SNES – Arkanoid: Doh it Again – Análise / Dicas / Database

Arkanoid_Capa

Análise:

O Super Nintendo é famoso por muitos gêneros de jogos, Beat’em up, RPG,  Ação, e por aí vai, mas não pelos Puzzles, realmente penso em poucos como Dr. Mario, Tetris Attack e um de Kirby que eu esqueci o nome. Em uma breve pesquisa me recordei de Zoop e Wario Woods, mas mesmo assim não são muitos jogos, sendo a grande maioria lançada apenas no Japão. Dentre esses poucos eu irei falar daquele que EU achei o melhor. Arkanoid: Doh it Again  um dos últimos jogos lançados para SNES, e por isso com bastantes recursos, por outro lado não teve tempo de se tornar um jogo conhecido, ele foi lançado em 1997 e o Nintendo 64 e o Playstation já existiam, deixando Arkanoid meio obsoleto, isso não tira a qualidade do jogo, mas seu enquadramento na história foi fraco, seriam melhor ter criado o jogo mais cedo ou lançar para o 64.

Arkanoid: Doh it Again é um remake do Arkanoid de NES, existem bastantes adições, um editor de fases, password e algumas outras opções. Para quem não conhece ele é um Puzzle onde você controla uma plataforma(nesse caso uma nave), e com uma bola deve destruir diversos blocos, o jogo é mais no estilo de puzzle de ação, não requer muita estratégia e planejamento como por exemplo um Tetris ou Campo Minado. Nesse caso foram adicionados poderes, inimigos e até um vilão para o jogo, o maligno Doh.

Outra adição que gostei é a adição de uma história, poucos puzzles tem uma história descente, outros nem tem, pegue um Angry Birds por exemplo que tem uma história banal. Claro puzzle não precisa necessariamente de uma história, mas eu gosto quando adicionam uma, nesse caso você controla uma nave espacial que vaga pelo espaço procurando um novo mundo enquanto o vilão Doh tenta impedir que complete sua missão, no artigo está mais bem explicado, foi apenas uma introdução.

Um grande problema do jogo é a repetição, até mesmo os chefes eles repetiram, nem tiveram o trabalho de mudá-los de cor pra fingir que são mais fortes, eles simplesmente repetiram as fases onde eles aparecem, o áudio também é enjoativo, as outras fases sempre mudam, mas apenas na aparência o objetivo é sempre o mesmo, coisa que não é ruim, mas com 99 fases fica um bem repetitivo demais… Os gráficos não podem ser muito comentados, a maior parte deles são blocos, mas da pra perceber o bom trabalho ao enfrentar um dos chefes, principalmente o final, você nota que eles são bem articulados, pena a repetição.

Outra elemento ruim é que o game não é muito sólido, quero dizer que existem alguns bugs, por exemplo, uma vez eu estava enfrentando um chefe e ele ficou paralisado do nada, ou então a Capsula T que perdeu todo sentido devido a um erro, existem outros, coisa que é estranha já joguei outros jogos da Taito e não ví nada assim, deixando claro que os erros são detalhes, nada que atrapalhe o jogo.

Ponto Forte: Um ótimo tipo de Puzzle com vários incrementos, ficou um jogo muito bom, mesmo com a repetição ele demora a enjoar.

Ponto Fraco: É um jogo estranho, saiu paro o SNES na época que quase não se fazia mais jogos para o console, tem uma boa quantidade de bugs, não sei o motivo da criação do jogo dinheiro, mas poderia ser um projeto mais sério.

Nota: 7,3 / 10,0 

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SNES – Sunset Riders – Análise / Detonado / Dicas / Segredos / Cheats

Sunsetriders_CapaAnálise:

Algumas vezes ouvi falar vagamente de Sunset Riders, aos poucos minha curiosidade foi aumentando, semana passada quando fiz o artigo do Gunstar Herois deu uma vontade de jogar outro jogo de Run and Gun, ou como eu gosto de chamar, Tiro, pelo pouco que ouvi falar esperava que fosse quase impossível e muito bom, em partes isso foi confirmado, eu sempre me considerei um péssimo jogador e consegui fechar o jogo, na dificuldade minima, com o máximo de vidas e no limite, mas o importante é vencer kkk, quero dizer que a dificuldade foi bem moldada, sendo que ela pode vir do extremo impossível ao muito difícil, coisa que é ótima, pois isso possibilita os piores jogadores(tipo eu) a completar o jogo, e ainda serve como desafio para um super viciado, basta editar a dificuldade.

Sunset Riders como muitos outros jogos veio do Arcade, depois foram feitas as versões em consoles, nesse caso Mega Drive e SNES, a versão do Mega a meu ver é bem inferior, modificaram demais o jogo, por isso essa análise se refere apenas a versão de SNES que também modificou o jogo, mas foram coisas leves, a dinâmica é a mesma, ao contrário da outra versão. Uma das coisas que me deixou triste foi não haver nenhuma continuação, remake ou qualquer coisa, não faria mal uma ou outra sequencia, ainda mais por que a Konami é uma empresa grande.

A história não é muito relevante, mas também não precisa ser. Quatro caçadores de recompensas atravessam o Oeste americano caçando os criminosos procurados pelas suas recompensas  depois da quarta fase o jogo muda um pouco e seu objetivo vira caçar um criminoso com uma alta recompensa e seus três ajudantes. Como dito não é nada inovador nem brilhante, mas esses tipos de jogos não necessitam de um enredo elaborado, o mais importante é a ação, coisa que não deixa a desejar nem um pouco.

Sobre a parte técnica  a jogabilidade está muito boa, os principais objetivos(atirar e desviar) estão muito bons, com exceção a certos ângulos onde não dá para fixar o tiro sem andar, mas não vejo nenhuma solução simples para isso, então quase que absolvo isso. O áudio não é brilhante, as músicas até gosto de algumas(as que dão o clima do velho oeste), outras são chatas e fracas. o problema é o gemido ridículo que os inimigos fazem ao morrer, além de outros sons ruins. Os gráficos eu até gosto, mas a repetição dos inimigos atrapalha, o fundo da fase são até repetitivos, mas as fases são tão curtas que isso fica quase inotável. Algo que eu acho engraçado é os personagens ficarem tão coloridos, lógico, isso foi feito pra deixar o jogo mais alegre, mas convenhamos, sacanearam o Cormano kkk.

Agora só falta falar das alterações do Arcade para o SNES, para deixar tudo politicamente correto, eles retiraram os pequenos elementos de alcoolismo  colocaram mais roupas nas mulheres, retiraram todas as mulheres que eram inimigas, na 6ª fase você enfrentava apenas índios  na do SNES apenas o chefe final é um índio  Todas as alterações ao menos tem a desculpa de esconder elementos como violência o mulher e agressão indígena  mesmo não concordando em alterar isso ao menos tinham um motivo, mas agora vou citar as alterações inúteis que fizeram: Trocaram o nome de alguns chefes, o chefe da 5º fase era um amigo de Cormano, isso fica implícito no Arcade quando ele dá o chapéu ao herói, mas no SNES foi retirado, outras coisas foram trocas nos fundos das fases e encurtamento delas, diminuição da abertura e tiraram uma cena legal do final do jogo, onde uma rosa(tema do chefe final) se parte quando ele morre. Outra coisa é a diminuição de jogadores, de 4 para 2, mas aí não tinha mesmo o que fazer, ainda existem outros detalhes, mas já falei bastante.

Resumindo, o jogo é muito bom e dificuldade como marca, existem várias qualidades e alguns defeitos. O maior problema forma as alterações do SNES, mas foram pequenos detalhes, se você tiver como jogar a versão do Arcade(ou pelo menos ver) vai ver como seria muito melhor manter o original, mas essas modificações são comuns então não da pra reclamar muito…

Ponto Forte: A mistura de jogabilidade com dificuldade deixou o jogo incrível, você vai ter que morrer muito para achar as fraquezas dos chefes e das fases de cavalo.

Ponto Fraco: Poderia falar das modificações, mas vou escolher algo sobre o jogo. Acho que a repetição dos inimigos é o pior do jogo, são muito poucos e entre os poucos alguns são o mesmo inimigo com cores diferentes, igual os personagens que 3 deles são praticamente iguais(devem ser trigêminos).

Nota: 8,7 / 10,0

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SNES – Megaman X2 – Análise / Dicas / Detonado

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Da série X para o Super Nintendo, Megaman X2 era o único que eu não havia jogado, e acreditava que era o pior, acreditava que era uma sequência de Megaman X, onde só mudavam os chefes e o poder secreto ser um Shoryuken. Mas eu estava enganado! Para começo de conversa a gente pode falar do enredo do jogo se passa depois de seis meses da destruição de Sigma. X (que no jogo estranhamente é chamado de Megaman, coisas da versão americana) e seus seguidores continuam a destruir o que sobrou das forças de Sigma, os famosos Marvericks. Indo em busca de uma informação dada pelo Dr Cain, X e os outros Marverick Hunters encontraram os últimos Marvericks em uma fábrica, eles esperam que sejam os últimos da resistência. Mas eles mal suspeitam que uma guerra está para começar e que existem os X-Hunters prontos para acabar com X… O enredo é aparente no decorrer do jogo, é o primeiro da série, pelo menos até onde eu sei, que mostra cenas da história e te faz entendê-la. Sem aquela palhaçada de ter que ler o enredo na guia que vinha com o cartucho no momento da compra. E não é só ai que Megaman X2 inova não, o jogo é muito anti-clichê e ele incluí elementos que sim, seriam copiados pelo resto da série, quer um exemplo? Os chefes que aparecem no meio das fases… Além disso os Marvericks não são tão clichês, claro temos o cara do fogo, o da água, mas não tem o do gelo, ou o elétrico, como é muito comum na série. Sem contar também que algumas lutas contra os Marvericks não se passam naquela popular sala quadrada, limitada, algumas lutas vão mais além e dão uma dinâmica a mais, só que também tornando a batalha um pouco mais fácil. Outra coisa legal é que existe pela primeira vez uma interação mais aguda entre a fase e o jogador, como exemplo, podemos usar a Central Computer que se você for pego vai mudar a dinâmica da fase… O jogo é dinâmico e intenso, causando uma boa sensação no jogador que gosta de jogos intensos. E as fases tem uma interação maior com Megaman, como a Central Computer, aliás esta interação fase – Megaman é um outro elemento adicionado na série neste game! 

Por outro lado a parte técnica de Megaman X2 é um dos cânceres do jogo… Os gráficos embora não tenham nada de muito desagradável, parecem que não mudaram do X para o X2, ou seja, fazem uma sequência e não dão uma pincelada extra nos gráficos (se mudou alguma coisa me falem, pois eu não notei). A sonorização é completamente desagradável, poucas músicas prestam e mesmo assim prestam por pouco tempo, fazendo do jogo uma verdadeira tortura ao seu ouvido. Outro fator que é um pouco duvidoso é que as fases embora tenham uma dificuldade moderada, são MUITO curtas, e isso é desagradável, já que um jogo intenso não deveria ter fases tão curtas assim! E outra coisa que pelo menos ao meu ver é desgastante, é ter de recorrer a terceiros para encontrar os segredos do jogo, claro que é bom rachar a cuca procurando, aliás, procurar não é o problema, é chegar até o lugar. Não gosto de recorrer as minhas fontes, mas no caso de Megaman X2 fui forçado a isso e outras pessoas, mais orgulhosas que eu podem ficar irritados com isso, porém este defeito é ofuscado pelo fator de exigir um pouco de raciocínio do jogador, o que é maravilhoso… Em contra partida, depois que você se acostuma com o jogo, não sei se eu sou bom demais, ou se é facilidade demais, mas eu matei três bosses apenas com o Booster, coisa que eu jamais fiz em outros Megamans, que é um bom ponto comparativo em questão de dificuldade.

Por fim, Megaman X2 é um jogo que tem o maior e o melhor mérito da série: a inovação. E isto conta muitos pontos a seu favor, deixando os defeitos muito aceitáveis (menos o som, depois de escutar as músicas eu desliguei o som). E não, não acho um defeito Sigma aparecer de novo como vilão, afinal de contas é o segundo game da série e esta volta foi prometida em Megaman X. Infelizmente X2 é ofuscado por outros Megamans X (X4, X3 e até mesmo X6), mas é um jogo que merece ter os holofotes voltados para ele SIM. Então se você é fã da série, procure o cartucho velho, ou a ROM e jogue, não vai ter o seu tempo perdido!

Nota: 8,5/10

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