Mega Drive – Sega Top Ten (Mega 10 Jogos) – Análises / Dicas / Detonados / Segredos

IntroAntes de lerem meu artigo, ele não é sobre um top dez dos melhores jogos que a Sega produziu. E mesmo que seja não foi decidido por mim que seria assim! Este artigo sim trata-se de uma fita pack-in (que já vem com o videogame) que fez a alegria de muitas pessoas, já que ela vinha com 10 jogos incluídos e não se tratavam de jogos porcaria não, alguns claro são jogos de menos poder apelativo, mas nem por isso deixam de ser bons. A fita tem a ROM rara, mas acredito que ela não deva ser tão rara assim, já que existem toneladas de exemplares dela no mercado livre. Porém não existe nenhuma informação dela na internet, já que acredito eu essa fita foi distribuída em larga escala aqui no Brasil, lá nos EUA ela tem um nome diferente e possuí a diferença de ter Shadow Dancer no lugar de Revenge of Shinobi. Esta fita me causa uma sensação de nostalgia incrível, afinal de contas o que dos anos 90 que eu joguei nos anos 2000 não me causa nostalgia? Me lembro de ir dormir na casa do meu primo que possuía um Mega Drive e acordávamos cedo com a maior cautela, ligávamos o videogame e decidíamos fechar algum jogo, nossa maior meta era um dia virar a noite jogando, coisa que nunca fizemos! Espero que curtam essa viagem comigo ao Sega Top Ten… Sobre as tags elas se referem aos jogos inclusos na fita, este cartucho não possuí nenhum segredo para desbloquear outros jogos, se veio aqui procurar isso esqueça! CLIQUE NOS TÍTULOS PARA VEREM OS ARTIGOS COMPLETOS!

Intro2

Nota: 7,4* / 10

*A nota é uma média da nota dos jogos inclusos na fita

Super Hang On

SuperHang-onQuando falamos de jogos clássicos de moto geralmente o primeiro que vem a cabeça das pessoas é Road Rash, porém o primeiro que vem a minha cabeça é Super Hang-On, lançado em 87 pela Sega para Arcade e depois lançado para vários outros consoles, sendo o principal o Mega Drive. O mais marcante de Super Hang-On é sem dúvidas sua versão Arcade, que vem inclusa no jogo para o console, nela você enfrenta um rally sobre a moto pelos quatro maiores continentes da Terra, mas antes você pode selecionar quatro das melhores músicas de todos os tempos dos jogos, acredite jogar este jogo escutando uma das quatro músicas o torna incrivelmente relaxante. Isso não esconde a dificuldade imensa do jogo em ambos os modos que ele tem, o jogo é muito difícil e isto pode ser um atrativo para os gamers hardcore. O jogo é um rally, mas não apresenta competições, você não tem que chegar em primeiro, você só tem que chegar no checkpoint antes que seu tempo acabe. Os gráficos do jogo são fiéis e bons para um velho jogo de arcade e o Mega Drive comporta muito bem isso, dando a impressão de que você está em cima da motoca atravessando os desertos da África ou as cidades europeias.

Para os consoles Super Hang-On nos oferece um modo de jogo original e intensamente difícil, eu nunca consegui passar do primeiro Time Trial, porém você pode melhorar sua moto, para claro melhorar seu desempenho. O jogo neste modo te oferece um desafio a outros sete competidores, que devem ser derrotados a fim de bater o jogo. Que é coisa para pessoas que jogam o jogo a tempos, dificilmente a pessoa que pega no jogo a primeira vez terá facilidades neste modo e a dificuldade do jogo acaba se tornando uma faca de dois gumes neste ponto tornando-se um ponto fraco, já que muita dificuldade acabar por afastar o público comum, embora atraía outros jogadores que se consideram e muitas vezes são mais assíduos! Outra coisa a ser destacada é que o jogo é muito grande e sua versão de Arcade não disponibiliza Passwords, é um verdadeiro teste de paciência por mais que a música seja boa, você atravessar os 18 stages do continente europeu, um verdadeiro rally, e atravessar quase sempre pistas que parecem se repetir, mudando apenas o fundo…

Para quem gosta de motos, gosta de jogos antigos e gosta de dificuldade este é o jogo! Super Hang-On é uma raridade e quem jogou aprova com toda a razão!

Nota: 8,1/10 

Golden Axe

Golden_Axe_CoverartEu ainda não conhecia Connan, o bárbaro quando joguei Golden Axe pela primeira vez. Parece que foi ontem que eu acordava as sete da manhã e ligava o Mega Drive com toda a cautela do mundo e junto com meu primo jogávamos Golden Axe. Um beat’em up que tem semelhanças com Senhor dos Anéis e Connan, lançado em 89 inicialmente para arcade. O enredo do jogo é um pouco implícito, diferente da maioria dos beat’em up, neste enredo somos apresentados a região de Yuria onde Death Adder sequestrou o rei e a princesa, e ainda de quebra pegou o Golden Axe o maior símbolo da nação de Yuria. E Death Adder promete destruir os três caso o povo de Yuria não o aceite como seu governante! Então entram em cena três heróis: Ax BattlerGillius Thunderhead e Tyris Flame que com um misto de vingança e justiça querem acabar com Death Adder, por incrível que pareça no fim do jogo o enredo ainda tem uma reviravolta que vocês só descobrem jogando!

Ainda falando das coisas boas de Golden Axe é que é um beat’em up com uma jogabilidade dinâmica e ágil, você pode esquivar dos seus oponentes e pode armar boas estratégias para matá-los (em conjunto com os bugs do jogo e os repeats da AI). Para os que gostam o jogo também oferece uma dificuldade alta sendo difícil de ser jogado sozinho, aliás a graça toda está em jogá-lo no multiplayer. Os gráficos também são  muito reais dando enfase ao stage 3 que retrata muito bem uma cidade medieval. Saindo um pouco do lado bom do jogo e partindo para o ruim: o som é uma porcaria, poucas músicas em Golden Axe salvam; para um beat’em up o jogo te da pouca chance de recuperar o HP, dão poucas para justamente poder dizer que dão, era melhor nem ter incluído; alguns bugs do jogo são meio raros, e até meio engraçados, mas chega uma hora que você perde a razão por eles serem incompreensíveis; os golpes são feios gráficamente, salvando apenas as magias salvam; e o principal defeito do jogo… Sua dificuldade não valer o chefe final, os oponentes convencionais são mais poderosos que o final boss, e eu fico me perguntando o que se passa na cabeça dos programadores nessas horas, faz você broxar ao ter mais dificuldade para enfrentar os esqueletos do que o próprio Death Bringer.

Golden Axe é um jogo que merece ser revisitado, você pode falhar várias vezes em fechá-lo, mas o jogo te divertirá que é o principal, mesmo sendo difícil e por fim não posso deixar de mostrar a vocês algo que me fazia guardar os jars de magia, uma imagem da magia final de Tyris Flame. Espero que o jogo seja tão nostálgico para mim quanto é para vocês.

Nota: 7,3/10

Columns

ColumnsQuando decidi fazer um artigo sobre a fita Sega Top Ten, fiquei pensando em como analisar Columns, que é um jogo de Tetris. Afinal de contas como as pessoas analisam Tetris, como Tetris é tão aclamado e ao mesmo tempo tão simples? Estas dúvidas pairaram minha cabeça já que Columns é um jogo de Tetris. Como a maioria dos jogos desta fita Columns tem port para vários outros consoles, mas ficou consolidado pelo Mega Drive. A principio pensei que Columns é uma cópia fajuta do Tetris original, claro com gráficos melhorados e uma música que se equipara. Porém há mais um fator além das jóias que tem de extra, Columns é difícil mesmo com a dificuldade fácil e a possibilidade de fazer mais combinações com a inserção da diagonal, além disso em Columns você não altera a posição do bloco, e sim a posição das jóias nele, o que torna o jogo um objeto para você quebrar a cabeça raciocinando. O que posso dizer do jogo é que é uma versão mais difícil de Tetris e que exige um raciocínio mais rápido do que o de costume, fazendo do jogo um teste muito bom para a sua capacidade de solucionar problemas. Creio eu que esta vai ser a análise mais curta que vou fazer, até porque o jogo é bem curto e não tem muitos modos novos nem nada do gênero, o jogo é bom e viciante, tanto que ganhou uma versão para Game Boy Advanced e acredite algumas sequências. Se não tem paciência com o NES ou é Anti- Nintendo a ponto de não jogar o Tetris para NES, jogue Columns certamente vai matar sua cede e quem sabe melhorar sua inteligência! 

Nota: 7,8/10

Sonic The Hedgehog

SonicEsse jogo definitivamente entrou para minha infância, aliás, foi o primeiro jogo que joguei na vida, então eu resolvi falar sobre ele e estrear mais um console no blog. Bom, ele foi criado em 1991 nas versões Master System e Sega Genesis. E claro tem suas diferenças. Mas resolvi falar do de Sega Genesis porque ele é o melhor entre os dois e também por ser um jogo clássico e que marcou uma geração. Bom ele é um jogo linear, simples e que qualquer um pode jogar pois seus comandos são simplesmente pulos mas apesar de seus comandos serem simples sua jogabilidade é ótima e tem uma dificuldade quando se joga pela primeira vez digamos média-alta (posso estar exagerando mas é o que eu acho). Enfim esse jogo a história é que Dr. Eggman (Ivo Robotnik na versão americana) resolve aprisionar os animais e “transformá-los” em robôs para provocar o caos, mas o que ele realmente quer são as Emerald Chaos (Esmeraldas do Caos) para que assim possa dominar o mundo. Então Sonic  começa uma aventura em busca das Esmeraldas do Caos e também derrotar Eggman para que possa assim manter a paz na South Island e impedir que ele domine o mundo.

O ponto forte dele é que ele proporciona diversão, desafios, tem uma dificuldade média-alta, vários estágios diferentes, tem vários segredos nas fases, você pega alguns add-ons nas fases.

O ponto fraco dele é que quando você o joga algumas vezes começa a entediar, grande repetição de alguns monstros em diversas fases, o chefe sempre é o mesmo e o que muda são os “brinquedos” dele.

Nota: 7,7/10

Streets of Rage

Streets of Rage

Sem dúvidas, um dos mais memoráveis jogos de Beat’em Up da Sega. Embora seja um Beat’em Up um pouco comum demais, sem mesmo golpe especial, aqui substituído pela função de chamar o reforço, o jogo conta com uma história engenhosa, claro para a época infelizmente é vista em alguns filmes, como exemplo, Com as próprias mãos de 74 (tem um remake com o The Rock). É bem comum basear a história em uma cidade tomada pelas drogas e pelo caos, vou deixar um resumo da história: o jogo conta a história de uma cidade que foi tomada por uma organização criminosa, a cidade foi dominada pelo caos, drogas e a tal organização dominou até os órgãos públicos: governo e polícia. Então um grupo jovem que saiu da corrupta força policial decide tomar partido e acabar com o crime e retomar a ordem da cidade. O grupo é formado por três amigos que são obviamente serão seus personagens jogáveis  cada um deles com uma deficiência em pelo menos uma característica  Como disse parece tema de alguns filmes de Hollywood, não sei também muito sobre a história porque ela não é explicita, a parte da história contada no jogo se limita a uma introdução no inicio do próprio. Bem como história não é seu forte, a dificuldade é bem trabalhada (você pode selecionar sua dificuldade). Porém apenas a AI é exclusiva de um certo tipo de inimigo, um inimigo se você pula ele age com mais força, se você passar para trás dele ele te agarra e a AI se limita a isso, à única semelhança é que os inimigos esperam você virar de costas para atacar… Há jogos mais antigos de Beat’em Up com uma AI melhor (deixo como exemplo Spartan X e Karate) onde você vê que seu oponente PARECE estudar seus movimentos e saber como contra-atacar.

Embora seja nutrido desses defeitos, Streets of Rage é um jogo bom sim, pelo simples motivo que ele entretêm, não adianta nada você fazer um jogo todo explosivo, rico em gráficos e em estilo se não há diversão no jogo, se o jogo não oferece um desafio plausível e é justamente isso que Streets of Rage oferece, os chefes e a quantidade de inimigos além de ser MUITO difícil arrumar vidas e ter uma chamada de reforço por vida acabam por tornar o jogo um desafio, além é claro de que é bem divertido nos combos e nos golpes de cooperação, onde o personagem da uma mega pirueta e conclui com um golpe overpower. Por fim caso esteja afim de dar uns socos na parede, ao invés de ferir suas mãos, faça algo mais útil jogando Streets of Rage você com certeza vai jogar toda sua raiva pelos ares, junto com a tal organização.

Nota: 7.9 / 10,0

Revenge of Shinobi

Revenge of ShinobiThe Revenge of Shinobi é um dos jogos mais fantásticos e mais difíceis que já joguei. O gênero ação e aventura é muito bem representado por este jogo, um presente da Sega para os amantes do tal gênero, como eu. Vamos começar pela sua história, ROS é o segundo jogo da franquia Shinobi, continuação de Shinobi, lançado no Sega Master System. No jogo você controla Joe Musashi um ninja determinado a resgatar sua namorada Naoko, das mãos de Zeed. Zeed a sequestrou em função do ocorrido no primeiro jogo (onde Joe detona a organização criminosa de Zeed). A história é fraquinha nesses tipos de jogos, e neste ela não muda é só um clichê, como de um filme de ação que precisa de uma sequência, esse é o meu ver da história, que claro não é o foco principal do jogo. 

Se ROS é focado a ser um jogo de ação, cumpre o papel com muito êxito, ação é o que não falta no jogo, você tem que acabar com diversos inimigos que dificultarão, e muito, seu caminho até Naoko. A AI do jogo é boa para a época e os inimigos apesar de sistemáticos dão trabalho, o que nos faz evitá-los na maioria das vezes, falando nisso os inimigos embora às vezes repetidos, foram uma boa sacada criativa. O jogo também é bem difícil, mesmo na dificuldade normal (se aumentar a dificuldade aumenta o número de inimigos) e você vai encarar muitos perrengues, porém essa dificuldade é quebrada caso você jogue o jogo muitas vezes, fazendo você ter mais do que o hábito, mas também a memória de onde os inimigos estão e de onde eles vão aparecer. A parte técnica do jogo é muito boa, o jogo aproveita os sons do Mega Drive com perfeição e as músicas das fases são animantes, combinam com a pegada de ação do jogo e te inspiram a jogar. Os gráficos são bons, mas tem suas falhas (como é possível ver no rosto de Naoko no final do game), porém não atrapalham tanto assim. Outro ponto a ressaltar no game são as fases, embora o formato de algumas lembre as outras, todas elas apresentam um desafio apropriado e bastante interessante, seja subir um prédio lotado de inimigos e lasers, ou passar por um ferro velho, os bosses então, fazem jus as fases difíceis e em alguns casos são realmente complicados de se achar um jeito para matá-los.

Para concluir, posso afirmar que aqueles jogadores que sentem falta de uma pegada Hardcore devem jogar esse jogo, caso não tenham jogado. Os que já jogaram devem jogar de novo, já que o mundo dos games está fácil demais e eles vão lembrar um pouco o jogo. Olhando por alto me lembrei de Resident Evil, quando ficava sem kunais, me lembrava da falta de munição no RE… Um ótimo jogo da  Sega, que por fazer sucesso teve continuação e merece mais.

Nota: 7,6/10

California Games

California GamesCalifornia Games talvez seja um dos melhores jogos apresentados neste cartucho. O jogo apresenta vários esportes radicais e como o nome diz tem a California como lugar para os eventos, este jogo é como um pai para séries como Tony Hawk Pro Skater, ou Matt Hofman Pro Bmx, já que foi um jogo que apresentou com qualidade tais esportes, incluindo até o Free Style de futebol algo que eu jamais imaginaria que tinha uma prática comum nos EUA! O jogo é bem político e com certeza quem é das antigas e se amarra em esportes radicais vai curtir! Graficamente falando o jogo é bom, o que eu não curto muito nele são os sons… Que realmente ao meu ver não estão no nível do Mega Drive que possuí uma excelente coletânea de músicas! O jogo em si é desafiador, você pode demorar para completar um certo evento, devido a grande quantidade de obstáculos e claro a sua dificuldade que também não deixa a desejar e acredite é muito delicioso chegar ao final dos eventos, afinal de contas é uma coisa que para eu fazer era raro, ver a garota do Patins entrar na Ferrari a primeira vez foi marcante.

Além disso o jogo é divertido, mas infelizmente poderia ser melhor em algumas categorias, como Skate e Surf onde você não faz muita coisa. Deixando Patins, BMX e Freestyle como os melhores. O jogo não apresenta um sistema de avanço, ou seja, você só joga a competição para bater record de pontos, o que é bem a cara da época já que a competição com seu amigo se dava pela pontuação. Eu particularmente não curto isso e acho que o jogo poderia ser melhor neste sentido, uma evolução nos jogos, mais coisas para se fazer, deixando o jogo extremamente repetitivo. De qualquer forma, é impossível não se divertir com California Games e suas competições. Minha dica? Se você tem medo de ralar o joelho fazendo uma gracinha no pipe de skate, ou medo de quebrar um braço em uma trilha de BMX. Chame um amigo e comece a competir com ele virtualmente, a diversão é certa!

Nota: 5,8/10

Sega Soccer

World Cup Italia ’90 é um caso curioso onde é difícil definir o nome do jogo, sendo este o original ele prevalecerá em meu artigo, além do nome já citado esse game também é conhecido por World Championship Soccer, Sega Soccer e no Brasil recebeu o “brilhante” nome de Super Futebol, como o nome explica o jogo é sobre a Copa do Mundo de 1990 na Itália, tendo o logo e o mascote (que pessoalmente acho que foi um dos mais feios) oficiais da copa, você pode jogar com todos as 24 seleções que a disputaram (na versão Master algumas seleções mudam e ao total são 30), incluindo algumas que nem mais existem como União Soviética e Iugoslávia. O problema foi um que acontece até hoje, para não pagar aos jogadores pelos nomes, eles foram alterados não critico isso por que até no PS3 isso acontece(em menor quantidade claro), por que reclamar de um Mega Drive. Uma das coisas que chamam a atenção de todos os que jogam é a inexistência de faltas e impedimentos, as limitações da época, com um pouco de preguiça (já vi jogos tão ou mais velhos que esses com faltas) acabaram transformando um esporte em uma carnificina, porém não critico tanto isso por que os sistemas de faltas de grandes jogos como ISS era ruim e inconstante, sobre os impedimentos não tem desculpa é um defeito. Como a gigantesca maioria(me mordo para não falar todos) dos jogos de futebol das primeiras gerações de consoles, os goleiros não são bem feitos, nesse caso ele cata muito bem, mas depois que você descobrir os “bugs” ficará muito fácil vencer.

Sobre o jogo em si não posso fazer muitos elogios a parte técnica, os gráficos são ruins, não no sentido da qualidade, mas da visibilidade no caso do seu jogador você só vê dos ombros para cima e da canela para baixo(canela que verá bastante), usar o ângulo de cima não é o recurso mais bonito, mas deixou a jogabilidade mais agradável, minha maior crítica técnica e sobre o áudio, novamente não me refiro a qualidade, mas sim pelo fato dos criadores terem colocado uma música durante as partidas, se é pra colocar deveriam por outras, ao invés disso toda partida é a mesma música.

Ponto Forte: O jogo é legal de se jogar, eu gostei mais de jogar esse jogo do que de FIFA(SNES) onde em alguns dos jogos em mal via a bola.

Ponto Fraco: No jogo ou você joga um amistoso, ou joga a copa do mundo, faltaram modos de jogo, isso faria o jogo enjoar menos rápido.

Nota: 6,1 / 10,0

Super Monaco GP

Super Monâco GPOs jogos de fórmula 1 existem desde o Atari e o NES, porém eles eram muito simples com pistas em o ou em pistas ∞. Nada muito complexo também em relação aos competidores, ou aos carros, tudo muito simples. Até que a Sega surgiu com Super Monâco GP que já revoluciona no fato de apresentar um modo manual, com quatro marchas ou com sete marchas, algo típico de arcades desses jogos de corrida, claro que com quanto mais marchas, mais difícil é o jogo. Só esse fator já torna Super Monaco GP um jogo que estava a frente de sua época… Não vou nem falar da parte técnica, que realmente faz você acreditar que está dirigindo na fórmula 1, principalmente quando você coloca as sete marchas disponíveis, e enquanto hoje os jogos tentam se aproximar cada vez mais da realidade, um jogo que há 20 anos fez a mesma coisa, tem muitos méritos tanto que é muito aclamado por todos os jogadores, sejam os das antigas ou os mais novos!

Eu pessoalmente nunca fui de jogar Super Monaco GP, mas sempre goste de ver as pessoas jogando, sempre gostei daquele modo de competição similar a fórmula 1 da época com competidores que tem seus nomes alterados por conta dos direitos autorais. Quem ai que jogou não se lembra do maldito G. Ceará, ninguém menos que Ayrton Senna, que se teleportava, fazendo você se sentir obsoleto para vencê-lo na segunda temporada. Quem ai não fazia as combinações adequadas para jogar na Ferrari (Firenze), ou na Madonna (McLaren). As pistas que se assemelham exatamente aos seus trajetos, como o circuito de Jacarépagua no Rio de Janeiro, ou Silverstone na Grã Bretanha. Um jogo sensacional de corrida, eu sempre gostava de ficar vendo as equipes e coisas parecidas, mas sempre fui ruim de volante e pessoalmente NUNCA gostei de jogos de corrida, ainda mais os sérios como Super Monaco GP. Mas este, faz qualquer um gostar, mesmo que não seja para dirigir. Claro que tem umas coisas a serem criticadas, como a dificuldade que é sempre muito operante e pode fazer as pessoas perderem a vontade de jogar este clássico. Outra coisa feia, mas que eu entendo é que os carros, fora o seu e o do seu rival ficam todos verdes, uma espécie de default, o que acaba com a classe do jogo! E por ultimo esse sistema de passwords eu nunca consegui usar, não sei se é problema do Sega Top Ten, ou se é do Super Monaco GP, mas era muito ruim chegar longe, ter que dar uma pausa e ter de recomeçar… Por fim gostaria de ressaltar que este é sem dúvidas um dos melhores jogos de corrida de todos os tempos e todos que curtem devem ter ao menos dar uma pincelada neste título!

Nota: 8.8 / 10

Flicky

FlickyQuem é das antigas certamente quando joga Flicky, consequentemente se lembra de Mappy. Ambos jogos de plataforma dos mais antigos, a diferença é que Mappy é um ratinho e Flicky um passarinho além do que, Mappy deveria recuperar as coisas roubadas por gatos ladrões, enquanto Flicky deve acompanhar seus amigos pintinhos (Chirps) até a saída antes que os gatos o comam! Outra coisa divertida em Flicky é que ele é um daqueles jogos que não tem fim, ou pelo menos, você dificilmente vai chegar ao fim dele até porque depois de um certo tempo a dificuldade do jogo chega a ficar insana exigindo de você muito mais do que raciocínio e destreza, a sorte conta muitos pontos ao seu favor! O jogo tem gráficos divertidos e músicas infantis, sendo um jogo claramente voltado para crianças, porém mesmo assim meu tio com seus 30 e poucos anos ainda o jogava nesta fita e xingava os gatos (aliás foi com ele que aprendi os palavrões), coisas hilárias de se escutar como “esse periquito ta fudido das ideias” KKKKKKKKKKKKKKK. Se me perguntar se o jogo tem uma história ela é tão simples quanto o jogo e ela não adiciona, nem atrapalha em nada, fechando um ciclo de tudo que um jogo deve ter.

O que pode assustar um pouco mesmo em Flicky é a repetição, se você for bom pra caramba para chegar até o nível 48, as fases vão começar a se repetir, e em alguns casos de um modo mais frenético, até a segunda repetição (fase 96), depois dela a fase 97 (que é a primeira fase) vai voltar a lerdeza, até a fase 256 que é a ultima, mas eu duvido que você tenha saco para chegar nela… O que acaba sendo um pouco chateante já que é muito mais interessante jogar um jogo até o seu final. Mas tudo bem faço uma vista grossa para Flicky, já que ele é um daqueles jogos de Arcade onde a pontuação era o que mais importava. Flicky certamente não era um jogo a frente de seu tempo, mas marcou época. O passarinho azul foi tão importante para a Sega que apareceu em Sonic. Sim quando você “mata” um daqueles monstros estranhos de Sonic eles virão um bichinho fofinho e um desses bichinhos fofinhos é Flicky, me senti tão gay agora. Enfim, se está procurando um título de plataforma bem retro, difícil e divertido procure por Flicky… A diversão é certa!

Nota: 7,4/10

Isso é tudo pessoal espero que tenham gostado!

Thel assinatura

Publicado em 25 de fevereiro de 2013, em 4-Mega Drive e marcado como , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. Quando comprei o Mega Drive 3 nacional veio esse cartucho e realmente era um pack muito legal pois pelo menos uns 6 jogos desses 10 eram realmente legais de se jogar. O Monaco P não é tão difícil quanto parece quando você pega o jeito da coisa. Na primeira temporada já é possível vencer o campeonato e terminar comum a equipe boa.Parabéns pelo site e análise. Abraço.

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  2. Venci o G. Ceara uns 3 meses atrás e fiz até um vídeo da vitória. =)

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  3. Cara, me ajude, por favor. Instalei meu mega drive 1 e tenho esses cartuchos com mais jogos. Mas quando ligo o mega ele abre direto o primeiro jogo… nao da a opção de escolher os outros. Como faço?
    Muito obrigado.

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