Arquivo mensal: julho 2014

PS1 / PC – Megaman X4 – Análise / Segredos / Cheats / Detonados

Megaman x4 japanese cover

Desde que foi adicionada ao universo de Megaman, a série X sempre prezou pela inovação; a armadura, o dash, uma história mais desenvolvida e sólida. A série X sempre prezou por manter o estilo do antigo,  misturando com a inovação. Quando deixou o Super Nintendo e foi para a nova geração, com Megaman X4 em 1997 o jogo veio recheado de inovações, aproveitando a qualidade superior de Playstation e Sega Saturn. O jogo começa com uma apresentação em vídeo, lembro que no primeiro contato com o jogo fiquei boquiaberto, louco  para ver logo o que me esperava. Game Start e caramba, agora eu podia escolher entre Zero ou Megaman para jogar! Isto foi a grande sacada, quem na série clássica nunca quis jogar com Protoman ou Bass? Essa foi a grade sacada da Capcom nesse jogo, e ao selecionar um dos dois heróis, outro vídeo em estilo anime é jogado na tela, mostrando um pouco da história do jogo! Que embora não seja o ponto alto do jogo ela é sensacional! Desta vez, um exército que também combate os Marvericks, chamados Repliforce e liderados pelo gigante General e pelo orgulhoso Colonel. Depois de um ataque a cidade de Sky Lagoon que acabou destruindo muitas vidas a Repliforce se une aos Marvericks iniciando um golpe de estado para depor os humanos do controle, cabe então aos Marverick Hunters por fim aos ideais radicais da Repliforce!

O enredo realmente não é a coisa mais importante do jogo, ele cria laços entre os personagens (Megaman e Double, Iris e Zero, Colonel e Zero, General e Sigma), uma coisa que era rara de ser vista na série antes, acrescentando camadas e um passado para eles, através das diversas cenas de anime que rolam durante o jogo. Além disso ela é dividida em dois pontos de vista,  já que agora você joga com Zero, ela não é confusa, não rouba a cena e inova, ponto para a Capcom. Ainda falando de Zero, acrescentá-lo quebrou o padrão pedra-papel-tesoura tradicional da série. Os inimigos de Zero até tem fraquezas, mas alguns não as tem e você tem que rachar a cuca para descobrir um modo de vencê-los com o robô vermelho. Aliás, tudo com o robô vermelho é diferente, ele não tem poderes, usa golpes. O modo de lutar é encurtado,  parece que você está jogando outro jogo! No caso a jogabilidade tradicional fica por conta de X que tem as velhas cápsulas de armaduras para pegar e o sistema de usar o poder de um chefe contra outro. A tradição e a inovação estão juntas, entrelaçadas e isto é outro ponto para a Capcom.  Os Marvericks continuam legais, e agora até tem um dialogo antes da luta, os animais representados foram muito bem escolhidos e o design e seus poderes estão ótimos, mesmo que hajam os clichês (um elétrico, um ígneo, um glacial, um aquático, um aéreo e um bestial) e que o Slashing Beast seja muito parecido com o Slashman de Megaman 7 , existem dois com poderes novos e os chefes são muito legais de serem enfrentados e alguns oferecem um certo desafio. Os gráficos obviamente melhoraram e melhoraram muito não que eles fossem ruins antes, mas a floresta está com mais texturas e mais cores aqui do que em Megaman X, posso estar constatando o óbvio, mas Megaman X3 também foi portado para o Playstation e não ganhou muitas melhorias gráficas. Porém o que melhorou mesmo foram os sons, as músicas das fases estão sensacionais, bem melhores do que os das versões anteriores! Da pra você deixar o videogame ligado na fase só pra ficar curtindo a música. 

O jogo não parece ter defeitos, mas o que Zero trouxe de bom, ele também tem de ruim. Ao invés de todos os chefes darem habilidades de luta para eles, alguns dão habilidades que já deviam ser inseridas na jogabilidade do herói. O pulo duplo (Kuuenbu), o dash no ar (Hienkyaku) e a espada roxa (Tenkuuha) são ridículos, deveriam haver capsulas nas fases para te fornecer essas coisas. Mas eles preferiram fazer que essas habilidades normais fossem dadas pelos chefes, o que deixa parecendo que correram nessa parte de habilidades que podia ser melhor exploradas. E falando em explorar, a exploração deixa a desejar nesse jogo, ela não é tão complicada como nos jogos de Super Nintendo onde você tem que queimar a mufa para não só encontrar, como também chegar até alguns pontos e pegar os segredos. E se com X o jogo já não tem muitos segredos, com Zero então,  ele tem menos ainda já que você não precisa pegar capsulas com o robô vermelho. Algumas fases tem um segredo apenas (só o Heart Tank) o que é boçal… E as fases embora tenham duas áreas, e sejam maiores que as de Super Nintendo, são curtas e não oferecem muitos desafios no decorrer delas, por exemplo, em Megaman X2 embora as fases fossem curtas, elas eram intensas o que compensava essa perda de espaço em ação, dava a impressão de que a fase era longa. E pra mim um outro defeito, ao meu ver é continuarem com Sigma, um inimigo tão bom quanto a Repliforce deveria ser melhor aproveitado nesse segmento do jogo, tantos personagens bons. Mas não, a Repliforce aparece nesse jogo e acaba nesse jogo, mantendo o velho e chato Sigma que já deve ter cansado de ser morto! Tudo bem que ele é um bom personagem, mas essa repetição do vilão não faz bem a série X como faz a série clássica, acaba ficando tão cansativo quanto a equipe Rocket era no anime de Pokémon, ou os robôs de borracha eram em Medabots…  Outro fator que não se pode deixar de lado é a péssima dublagem americana, sem emoção e com muitas vozes que não tem nada a ver com o personagem, além é claro da voz de menininha usada em  X.

Concluído, mesmo mantendo as tradições de ser um jogo em plataforma, o jogo abriu caminho com estilo para Megaman X nessa nova geração. Os defeitos apresentados seriam consertados nos próximos jogos, Megaman X4 é considerado por muitos o melhor Megaman da série X por tudo de bom e novo que trouxe! Não discordo, nem concordo, e você já jogou para descobrir a mágica de Megaman X4?

Nota: 9,4 / 10

Seleção

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GBA – Final Fantasy I & II: Dawn of Souls – Análise / Detonado

Dawn of Souls

Final Fantasy I & II: Dawn of Souls é o segundo remake de Final Fantasy I e II (o primeiro foi Final Fantasy Origins para PS1). Aqui encontramos duas relíquias na história dos RPGs de console, certamente dois jogos que qualquer jogador de RPGs deve conhecer. O jogo que salvou a Square da falência está adequado a geração portátil, foi facilitado, desagradando alguns que admiravam-no pela dificuldade; além disso o jogo conta com alguns desafios extras que trazem inimigos conhecidos dos Final Fantasys que vieram em sequência. Já sua “sequência” também volta com as faces dos personagens mais bem trabalhadas, lugares remodelados, uma estrutura bem melhorada, mantendo o charme de seu enredo bem construído e seu sistema de leveling inovador; trazendo também a dungeon extra “Soul of Rebirth” que trás de volta personagens que morreram ao longo do jogo.  A ideia de trazer estes games para GBA é perfeita, já que o console portátil da Nintendo é um dos mais populares do mundo e trazer estes clássicos para um console mais atual e popular é uma grande sacada para quem quer gosta da série e quer conhecer seus primeiros títulos sem sofrer com as versões de NES.  O jogo além de vir com os primeiros Final Fantasy, conta também com uma seção de Bestiary, onde você pode “colecionar” os monstros que enfrentou, e ver as fraquezas e drops de cada um, tendo assim um database dentro do próprio jogo! Além disso falando da seção de bestiary, existem alguns easter eggs, como o Lesser Tiger que é a cara do Sabercat de Dragon Quest. Com gráficos charmosos, sons mixados, e desafios novos Dawn of Souls. Mesmo que só passe por cima dos defeitos técnicos dos jogos de NES, tentando manter a lealdade a essas versões, Dawn of Souls se torna port ideal para o GBA, se você não conhece a série e quer jogar os seus primórdios comece com Final Fantasy I & II: Dawn of Souls.

Nota: 8,1/10

*A nota é uma média dos dois Final Fantasy que vem no cartucho.

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GBA – Final Fantasy II – Análise / Detonado / Dicas / Segredos

FFII_PSP_Logo

Análise:

Em 17 de Dezembro de 1988,  um marco para os RPGs. Nasceu Final Fantasy II que assim como o seu antecessor merece todo respeito, muito do que temos como base hoje talvez fosse diferente se não fosse por estes 2 jogos. Como este artigo é sobre o segundo jogo, não vou dedicar quase nada ao primeiro, clique aqui para ver ele. Final Fantasy II foi o primeiro RPG de console a contar uma história complexa. Sobre a criação, com o sucesso de FFI a Square correu para fazer um novo jogo e como não havia modo algum de se criar uma sequencia foi dada a liberdade de se montar um jogo do zero, recebendo apenas o nome como legado, assim eles juntaram tudo que deu certo do I e acrescentaram o necessário, infelizmente este game não foi lançado no ocidente. Futuramente o jogo foi relançado para diversas versões, de importantes temos o Final Fantasy Origins e em 2004 o artigo em questão, Final Fantasy Dawn os Souls, em seguida a versão de PSP e atualmente para celulares. Fora isso também possui uma novelização que explica melhor parte da história de alguns personagens e se alguém que esta lendo tiver acesso eu ficaria muito grato se me desse o link, independente do idioma que estiver.

Difícil seria não fazer nenhuma comparação ao jogo anterior, e já que é preciso fazer que seja apenas nesse parágrafo. Pessoalmente eu não gosto de Final Fantasy I, sem mimimi por favor é só uma opinião eu já estou careca de saber da história dele, que foi um grande sucesso, que salvou a pele da Square e que sem FFI não existiria FFII, mas eu tenho todo direito de não gostar do FFI, onde a história era praticamente um “conto de fadas” com heróis sem personalidade que parecem que andam juntos por obrigação, agora temos um game com em enredo elaborado com inicio, meio e fim bem definidos onde da uma enorme curiosidade de saber o que acontece, personagens “mais reais” que tem suas qualidades, seus problemas e principalmente sua história. Além de um vilão que é muito mais do que apenas mal, tem seus motivos e estratégias e até mesmo sonhos, mas sem faltar em maldade.  Dois elementos que são rotina de FF estrearam aqui, Chocobos e o Cid como personagem(no FFI Cid é só citado), outros não tão importantes também como os Dragoons e Dark Knights.

Não da pra não falar do sistema de batalhas que trás uma ideia genial, note que eu disse IDEIA. Você upa de acordo com o que faz, se atacar melhora a força, se defender a resistência, se usar magia…. ah! Você entendeu, só tem um único e simples problema… Esse sistema de batalha só da certo se o jogador estiver com os chars exatamente no nível que os programadores imaginaram para dungeon. Aconteceu comigo e também com um amigo de acabar upando demais logo no inicio do jogo que ficamos tão fortes que o game não trouxe desafio nenhum e eu não fiquei horas upando atoa eu joguei normalmente, mas por uma série de acasos fiquei forte a ponte de matar quase todos os chefes em 1 turno. Podemos imaginar o contrário de não upar o suficiente e apanhar logo de cara. Não joguei a versão de NES, mas sei que ele é mais difícil, porém estou analisando a de GBA e foi isso que eu constatei. Eu não achei isso bem um defeito ou erro, apenas como um problema.  Principalmente pelo fato de que em menor escala todo jogo sofre com isso de estar mais ou menos upado do que deveria, o problema aqui é acentuar em demasia esse efeito. Seria injustiça falar mal sem dar uma solução, sendo assim o game poderia seguir um esquema de Efforts parecido com Pokémon, onde cada personagem tem um padrão de level up, mas de acordo com o que ele fizer em batalha vai ter um up extra para cada status, apenas uma ideia.

Muito do jogo foi “reaproveitado” em FFIV, como a presença de um Dragoon e um Dark Knight no time, o fato do time ser oprimido por um reino/império, vários personagem temporários e até alguns que dão sua vida pelo grupo, Leviathan e etc…

A equipe que fez o Remake está de muito bom trabalho, mas pessoalmente acho que poderiam ter adicionado mais diálogo, adicionaram bastante com relação ao NES, mas ainda assim as cenas ficaram meio corridas. Também poderiam ter adicionados eventos de grupo, normalmente eles falam entre si apenas na hora da ação, algumas cenas do time sentado numa fogueira, ou em algumas noites no hotel deixariam os personagem “mais humanos”, eu posso até estar exagerado, mas é só uma observação pessoal. O trabalho fio incrível, adicionando o Soul Rebirth, um modo novo de jogo que não vou entrar em detalhes para não estragar a surpresa. Apesar de muitas das melhorias terem vindo do Final Fantasy Origins(remodelação dos personagens, imagens dos inimigos, mapas e etc..), não digo que isso é ruim apenas que não foi inovador, e também é lógico que FFII faz parte de uma compilação, então não da pra exagerar em aditivos para não ficar sem memória na criação.

Ponto Forte: A história muito bem montada, que parece uma mistura de Final Fantasy iV com Star Wars kkkkkk. Personagens interessantes, ação, perdas, ganhos, traições e até cenas engraçadas, lembrando que esse foi o primeiro RPG de console a conter um enredo e mesmo assim é bem melhor que alguns de hoje em dia.

Ponto Fraco: O jogo realmente não poupa esforços para te dar spoiler… O que é inacreditável, mas é real. Não digo que todos os segredos são adiantados, porém muitos deles são, como por exemplo o quarto personagem que poderia ser uma grande dúvida já é adiantado logo de cara, conseguintemente isto te adianta quem não vai continuar no time, já que o jogo já mostra qual vai ser o time. O pior mesmo é a identidade do Dark Knight que por diversas vezes é esfregada na sua cara!!! Existem até outros exemplos, mas não tão explícitos. Com um jogo com a história tão boa pessoalmente, mesmo esses detalhes não sendo tão importantes eu vejo como a maior fraqueza, pelo fato da história ser o principal diferencial do jogo.

Nota:  8,8 / 10,0

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